Esta delicadíssima "señorita" costa-riquenha foi-me apresentada pelo amigalhaço Nuno. Grato pela partilha, companheiro.
lugar de encontro de emoções: vividas, sentidas ou simplesmente imaginadas
9.2.08
chavela vargas
6.2.08
The Lost City
Si ves un monte de espumas,
Es mi verso lo que ves:
Mi verso es un monte, y es
Un abanico de plumas.
Mi verso es como un puñal
Que por el puño echa flor:
Mi verso es un surtidor
Que da un agua de coral.
Mi verso es de un verde claro
Y de un carmín encendido:
Mi verso es un ciervo herido
Que busca en el monte amparo.
Mi verso al valiente agrada:
Mi verso, breve y sincero,
Es del vigor del acero
Con que se funde la espada.
(José Martí - Versos sencillos)
É com a declamação deste poema do poeta cubano José Matrtí que, termina o filme The Lost City, onde é apresentada uma interessante panorâmica histórica de Cuba de Baptista até à tomada revolucionária de Fidel e Guevara.
Havana, Cidade Perdida,onde acontece: Uma revolução feita de ideais,
Um amor repleto de paixão,
Uma cidade viva de liberdade
Vale muito a pena!
REALIZADOR
Andy Garcia
INTÉRPRETES
Andy Garcia, Inés Sastre, Tomas Milian, Richard Bradford, Nestor Carbonell, Enrique Murciano, Dominik García-Lorido, Dustin Hoffman, Bill Murray, Lorena Feijóo, Steven Bauer, Juan Fernández, Jsu Garcia, William Marquez, Julio Oscar Mechoso, Elizabeth Peña, Millie Perkins, Daniel Pino, Tony Plana, Ruben Rabasa, Victor Rivers, Waldemar Kalinowski.
1.2.08
27.1.08

Um adúltero tenta encontrar justificação para a sua vida dúplice no relato dos inúmeros adultérios reais, possíveis e imaginários. Com um humor desconcertante, viaja pelo estado de confusão em que estão submersos os adúlteros, permanentemente obrigados a uma vigilância constante para que a sua opção de vida não se torne transparente aos olhos dos outros. Sempre encarando o adultério como algo a que não se pode escapar, enfim uma vocação ou até uma metáfora da própria vida.
A verdade é que agora mesmo se estão a cometer no mundo milhões de adultérios nos lugares mais convencionais que se possa imaginar, mas também nos mais estranhos. Há adúlteros da tarde e da manhã e da noite e da madrugada, de fim-de-semana e de dia útil. Os sítios em que se consuma a infidelidade são também dos mais variados, desde apartamentos com cheiro a cebola a hotéis de terceira, passando por sótãos, automóveis, salas de fotocopiadoras ou palácios. E cada um destes lugares é como uma bolha em cujo interior flutuam duas pessoas que durante umas horas conseguiram escapar às imposições do espaço e do tempo. Os adúlteros fornicam, conversam, discutem ou choram no interior de um compartimento estanque em que a única coisa que chega da realidade exterior é o oxigénio.
Texto: Juan José Millás
Interpretação: Pedro Carreira
Durante toda a peça, não me saiu da cabeça aquela visão interessante que Desmond Morris apresenta sobre a bigamia em "O Macaco Nú". Desengane-se quem julga que o Homem é um ser monogâmico: não o é! Enquanto não se conseguir libertar (que não consegue!) da sua condição animal, a monogamia só tem razão de ser num processo de aculturação forçado, em que são reprimidos os instintos mais básicos, neste caso, o cio. Além disso, outras civilizações aceitam a bigamia como uma forma estruturante das relações entre os seus membros.
Lembro-me agora de ter lido em "Tristes Trópicos", do filósofo e antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, ao observar sociedades indígenas amazónicas, verificou que numa dessas tribos constituída por cinco homens e sete mulheres, rotativa e temporariamente, dois dos homens ficavam com duas mulheres cada um. Forma simples e prática de evitar conflitos e situações de ruptura. Quando o Homem quer, sabe!
monge
24.1.08

Dois anos de docência em Sabrosa e outros tantos a almoçar em restaurantes de S. Martinho d'Anta, permitiu-me ter um contacto directo com algumas ideias e opiniões acerca de Miguel Torga. Se os alunos seus conterrâneos diziam coisas como: "tem a mania que é importante" ou "não liga a ninguém" outros espiritos mais esclarecidos e eruditos apelidavam-no de "arrogante", "snob" e até mesmo "intratável".
Por mim, ficava-me com a ideia que, talvez fosse resultado de alguma incompreensão da alma do artista ou algum sentimento de inveja impregnasse o pensar das pessoas da sua terra. Nunca tive muito em conta todas essas considerações. Quem tivesse lido "Contos da Montanha", "Novos Contos da Montanha", "Bichos" e "Vindima" na sua juventude, de certeza que, cresceria, tal como eu, com a imagem de um homem que (des)escrevia com experiência real, o ambiente rural do seu Reino Maravilhoso. Viamos ali uma fortíssima ligação à terra e às suas gentes, de modos pobres e rudes, o que demonstrava um profundo conhecimento do seu meio natural. Não ponhamos sequer em questão que, o universo torguiano, compreende melhor do que qualquer outro, o palpitar de Trás-os-Montes no seu sentido mais cru e mais autêntico, no encontro com o seu doloroso destino.
Mas, como é que, um homem que tão bem escrevia sobre o seu povo não tinha ligações com ele? No ano passado, aquando do centenário do nascimento do escritor, numa entrevista a um semanário local, o Padre Avelino, amigo e companheiro de caça de Torga, ele mesmo admite que, apesar de ser "um homem titânico e vertical, onde não havia mentira" não era "estimado nem reconhecido" na sua terra natal e as pessoas achavam-no "mal educado, duro, agreste", "homem de poucas palavras e pouco simpático". Consciente destes sentimentos adversários para com a sua pessoa, Miguel Torga desabafava com o seu amigo: "eles um dia mo dirão"!
E o que dizer então? Por mim, sem mais demoras, fico-me com uma frase de António Arnaut, no Jornal de Letras de 17 de Janeiro de 1996: "O homem é a sua vida, o escritor a sua obra".
monge
19.1.08

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com a lucidez, te reconheças.
18.1.08
17.1.08

Este livro, no meu entender, representa uma recompensa (e um enorme prazer) para o Pedro, por toda a sua curiosidade e o seu interesse em factos históricos nacionais e mundiais.
Nestas últimas semanas, nas idas e nas vindas para a escola do Pedro, outra coisa mais não fiz do que ser bombardeado por perguntas sobre factos da nossa história. A surpresa, veio logo quando, ele enunciava com grande facilidade os cognomes dos nossos primeiros reis e depois quando se voluntariou para pesquisar e realizar a biografia de um desses monarcas, tendo recaido a escolha, obviamente, sobre D. Pedro I.
As respostas a tantas perguntas, se umas o satisfaziam, outras não me atrevia eu a dar-lhas, esquivando-me e remetendo-o para que isso fosse motivo de pesquisa e dar assim uso a alguns recursos sobre história que pairam cá por casa. De uma forma ou de outra, lá me via obrigado a desviar algum do meu tempo e rapidamente digitar em motores de busca algumas das suas dúvidas.
Ultimamente, já sobre a história mais recente, lá voltava ele ao ataque com mais uma saraivada de interrogações: " - Para onde foi o Marcelo Caetano depois do 25 de Abril?"; "- Quem vendia as armas aos pretos na guerra colonial?"; "- O Salazar era amigo do Hitler?"; "- Por que razão o Hitler estendia a mão?" Até que finalmente, tudo desembocou na Holocausto.
Lembrava-se ainda, com a sua infindável memória, de um filme que tinhamos visto - Freedom Writers (muito aconselhável) - onde se fazia referência a Anne Frank e ao seu dramático dia-a-dia. Daí, nada melhor do que, presenteá-lo com este título para que assim, fique a conhecer melhor a dimensão do que o ódio é capaz.
Quando, hoje, lhe atirei com o livro para cima da cama, depois dos mais carinhosos agradecimentos, surpreende-me assim: " - Pá, sabes qual era o meu maior sonho? Era ter vivido o 25 de Abril!"
Nã! Isto devem ser coisas de garoto que ouve música de intervenção e vê videos da dita revolução!
monge
13.1.08
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Personagem oculta por inúmeras e sucessivas camadas de interpretações ideológicas, quer eruditas quer populares, a figura verídica do primeiro rei de Portugal só muito hipoteticamente se pode reconstituir nas suas dimensões históricas. O mito sobrepõe-se, teimosamente, à história, para justificar a permanência da nação que fundou e justificar a confiança que os cidadãos de todos os tempos têm posto na colectividade a que pertencem. Mas pode-se tentar descobrir como nasceram as diversas narrativas tecidas em trono da sua personalidade, examinar o sentido que tinham quando apareceram e reconstituir os sucessos de que Afonso Henriques foi protagonista principal. Se não é possível traçar-lhe o retrato preciso, pode-se, ao menos, estudar as suas orientações politicas e administrativas, conhecer os seus principais auxiliares e justificar o êxito da sua obra. Apesar de assim desaparecer o herói sobrenatural, toma inegável relevo o seu talento político e militar e, por conseguinte, o seu direito a ser de facto considerado o rei fundador de Portugal.
Já se tinha postado sobre Afonso Henriques e sobre este título aquando da criação do blog. Agora que recebi um voucher de acumulação de pontos de uma livraria, fui a correr convertê-lo neste título, do qual já andava à coca. Estou convencido que, deve ser interessante ler a biografia deste monarca pela pena de José Mattoso.
monge
11.1.08

A Pax Romana, expressão latina para designar "a paz romana", foi o longo período de relativa concórdia experimentado pelo Império Romano. Iniciou-se quando Augusto César, em 29 a.C., declarou o fim das guerras civis e durou até ao ano da morte de Marco aurélio, em 180 d.C.
A ESTE - Estação Teatral - companhia sedeada no Fundão, levou a cena esta peça, no Teatro de Vila Real, representando um pelotão de legionários romanos a recuperar das suas mazelas, depois de uma refrega com o inimigo.
Bem, devo dizer que o encantamento deste momento resultou muito bem, não pelo texto em si (falado num engraçado "latinês") mas sim pela expressão corporal, pelo trabalho gestual, pela pantomima, valorizando sobremaneira o processo criativo dos actores, tornando-os capazes de cativar os sentidos do espectador. Muito bom!
monge
10.1.08
Vontade

Que bom seria ser feliz!
Cortar o tédio pela raíz.
Embarcar nas memórias da saudade
partir sem destino marcado
regressar sempre a algum lado
e acreditar em todas as verdades.
Pudera ser eternamente assim!
Mesmo não sabendo de mim
não esqueço que trago comigo
sombras de um passado antigo.
Mas o vento bate devagar
empurrando com um surdo olhar
a vontade de viver.
monge
7.1.08
6.1.08

Encontro de cantadores de Janeiras
Grande Auditório do Teatro de Vila Real. 5 de Janeiro 2008/21h00
Valeu a rusticidade dos trajes, a jovialidade dos cantadores e o enorme calor humano que se sentiu naquela sala, aplaudindo efusivamente em prol da defesa e divulgação da Cultura Popular.
Guardo ainda da minha meninice, as rondas que também fazia neste dia pelas frias e alegres ruas da minha aldeia, acompanhando o grupo de cantadores que ia enchusmando à medida que decorria a ronda. O que na altura caía no saco, era o consolo de uma mão-cheia de figos, castanhas ou nozes, ou então uma peça do ainda fresco fumeiro e por vezes algum dinheiro.
Desde ai, já só me lembro, mais recentemente, de aparecerem uns catraios à espera de "algo" ou de alguma moedita, porque outra coisa não mereciam, visto que a sua presença só se anunciava por um denunciador bater na porta e um seco: " -Dê-nos as Janeiras!".
Quem me dera reproduzir aqui, algumas das quadras usadas em tais cantorias, mas a memória já me atraiçoa e de nada adiantariam os salpicos de uns poucos versos despernados. Talvez para o ano. Até lá.
monge
5.1.08

FAN — Festival de Ano Novo - música séria para gente divertida
Edição 2008
Para dar uma espreitadela: www.festivaldeanonovo.com .
No folheto, poder-se-ão ainda encontrar algumas informações adiocionais tais como: mapas, restaurantes e hotéis, de Bragança, Chaves e Vila Real.
monge
4.1.08
B(logo), existo ...

Quando respondemos em inquéritos, quais são os nossos hobbies, vejo-me sempre a responder as mesmas coisas: literatura; cinema; música e viagens (e estranhamente, viver).
Quando surgiu a decisão de criar este blog, mais não foi do que fazê-lo com um sentimento de partilha. Passado meio ano da sua existência, poderá ser altura de fazer um balancete e concluir que, a única coisa que lamento é não ter tido tempo para partilhar mais daqueles momentos.
Não se pense (embora se diga) que isto soa a qualquer tipo de vaidade ou exibicionismo. Errado! Se se tornou um espaço (muito) pessoal? Certo! Julgo que todos os blogs o são! Mas, só com a intenção de que, essa individualidade se transformasse em comunhão. Se li, se vi, se ouvi, se fui e se vivi, soa-me estranho o emprego de outra forma verbal que não seja a que reflecte a pessoa que fala, o agente da acção.
No entanto, na sua génese, este espaço pressupunha a presença de um nós: monge e eremita (pessoa com quem partilhei grandes momentos da minha vida, muitos serões de poesia e outras tantas loucuras sãs!, e que no espaço de vinte anos, só tomamos um fugaz café, numa soalheira tarde outonal) . Por isso, a vontade de blogar com o eremita foi crescendo, com a ideia de ouvir e saborear palavras sentidas para tentar (re)fazer a (re)construção de momentos perdidos de uma existência comum. Vejo agora que, em toda a congeminação deste espaço, o eremita, sem ser tido nem achado, boamente se prontificou também a partilhar alguns dos seus momentos tendo em vista talvez o mesmo objectivo. Grato, meu bom amigo!
Agora, quanto a todos aqueles que visitam este canto, são uma agradável companhia, serão sempre escutados e nunca ficarão sem uma palavra de volta.
Seja bem-vindo quem vier por bem!
monge
1.1.08
Ecce homo

Ideias para um post: ecce homo.
Embora este chão de terra seja o mesmo, é preciso a sua renovação constante; estrumá-lo com todos os momentos que nos oferecem e revirá-lo para que outras memórias possam respirar.
Então, mergulhemos o braço audaz com vigor no saco e que venha a mão cheia de outras sementes anunciadoras de boas colheitas.
De cada vez que, qualquer data se aproxima, muitas vezes tenho pensado que é chegada a altura de dar novo rumo às coisas. Mas, foram já tantas as datas e tantas as coisas prometidas ao longo do tempo que, julgo ter-me esquecido de tudo o que foi prometido.
Não é por falta de vontade nem por falta de coragem, simplesmente, os dias vão passando e o significado que outrora se afigurava como fruto, paulativamente, vai-se diluindo e enrolando em outros motivos.
Tenho pensado, seriamente, em fundar a "seita do dia anunciado"para assim, encarar as coisas como definitivas.Qual quê!? Puro engano!Nada é definitivo .Tudo é tão inconstante!
Seja como for ,o início de cada ano pode servir como um marco ou sinal de viragem.Pois, mas o tempo passa e também nós passamos a vida atrás do tempo.
Olharmos para o passado é a pior forma de envelhecermos, antes termos de rejuvenescer no futuro, o lugar onde podemos encontrar alguma felicidade.
Precisamos de olhar para as coisas e vê-las dentro de nós.Sim, porque tudo temos dentro de nós.
A verdade só existe se acrteditarmos nela; a poesia só tem significado se as palavras nos tocarem a alma; a vida só é é real se a consegirmos viver...e por aí adiante!
19.12.07
8.12.07
Ontem, foi assim ...
- Apresentação da obra : "Património Imaterial do Douro: Narrações Orais" (Contos, Mitos e Lendas) Vol.I - Alexandre Parafita;
Ala que se faz tarde
"Contextualização sócio-económica da Região na obra de Miguel Torga, a evolução actual e a preparação para o contexto futuro"
Arquivo Distrital de Vila Real - 14:30
Pela noite ...


6.12.07
P.S.: Quando perguntei ao professor o que ele achava do facto de, nós portugueses, pretensiosos poliglotas, fazermos desmesurados esforços para tentar falar espanhol, redondamente respondeu ser isso um absoluto absurdo porque, a língua é a nossa identidade. Mais nada!
Mesmo no fecho deste post, demos um salto ao site da Agal e ainda hoje, constatamos: Pessoas de diferentes colectivos galegos constituem a Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa.
3.12.07
Anxo Rei
As palmas até poderiam ser estas!
Agora, a bola de carne, o pão cozido no forno ali ao lado, a chouriça assada, as castanhas assadas e um deslumbrante licor de café, tudo isto numa taverna com Anxo Rei a interpretar as músicas do seu álbum, tornou o serão inesquecível.
monge





