13.6.08

yael naim - new soul

Som surripiado num agradável canto branco escuro. Muito bom!

8.6.08

Mouleskine

Asturies

Catedral de Oviedo

Enseada de Gijon

Catedral de Covadonga

Santa Cueva, donde ...

... se preparou para iniciar a luta da reconquista da Península contra a moirama.


Pormenor dos Picos de Europa

Bed - Hotel los Acebos (Arriondas)
Food - Sidreria ACBU (Canas de Onis) : fabada asturiana; entrecote de buey; creme de maçana con avelana; (mucha) sidra (tudo ao som de Supertramp, Pink Floyd e outros dos 60's)
People - O people do hotel pareceu-me indiferente e distante; o do restaurante afável e o guia
muito atencioso e conversador nato.
Sights - Bem, a paisagem é qualquer coisa de cortar a respiração. O verde, a abundância de água, os rebanhos pelas encostas fora e a fauna selvagem que por ali prolifera. Os montes, os
altos montes contribuem para acentuar a nossa pequenez.

2.6.08

Mosteiro de S. João de Tarouca

Quem ainda não fez, aconselho vivamente que faça uma visita ao Mosteiro de S.João de Tarouca.

Julgo que, já em Março, ao chegar ao shopping Dolce Vita Douro, dou de caras com uma delegação da Câmara Municipal de Tarouca promovendo uma petição, à cata de assinaturas para enviar à Assembleia da Republica, onde é pedido para que o dormitório do Mosteiro de São João de Tarouca possa ser transformado num hotel. Sem hesitações, disse logo e redondamente que não.

Este majestoso conjunto monástico, o primeiro da Ordem de Cister a ser construído em Portugal (séc.XII) encontra-se na posse administrativa do IPPAR que, pelo qua tenho visto, pouco mais fez do que ir deixando ruir algumas paredes do dormitório. A igreja ainda se conserva em muito bom estado e representa na integra os ideiais de simplicidade da arquitectura daquela ordem e conserva-se ainda todo o recinto envolvido pela cerca do convento. Apesar da visão de ruinas que o mosteiro hoje nos apresenta, no entanto, poderá realizar-se o enquadramento da sua construção inicial.

Embora venham dizer "os especialistas" que, a sua recuperação representa uma mais-valia para a região e que deva ser "fruido pelas pessoas", não vejo por que motivo o IPPAR não prossiga as escavações e planeie o seu restauro. Se mesmo assim, muitas pessoas o visitam, julgo que restaurado seria muito mais concorrido.

Tendo escolhido a Ordem de Cister como motivo de estudo para a dissertação, tal opção permitiu-me uma visita a quase todos os mosteiros cistercienses a Norte do Douro. Isto para dizer que, outros especialistas argumentam com o exemplo da recuperação e transformação do Mosteiro de Bouro (Amares) em pousada. Pois é. Esse mosteiro foi transformada numa rica pousada, onde muito poucos portugueses lá porão os pés para o "fruir". Com o objectivo de o visitar (e só para visitar, porque os preços da pousada não estão ao meu alcance) por muito favor lá me concederam uma passeata pelos claustros.

Ainda assim, prefiro perder-me vagabundeando livremente pelos ruinas de Tarouca, onde rodeado por algum silêncio ainda sou capaz de retroceder no tempo e imbuir-me de algum espírito que tão bem me sabe e ao qual converti o meu nome.

Obs: Lamento não poder editar aqui as fotos do dormitório, mas à última da hora a memória pregou-me esta partida e perdi-lhe o tino. Fica a promessa de um futuro post.

29.5.08

As sociedades secretas


"Quem deseja levantar o véu sobre as sociedades secretas apercebe-se facilmente de que sempre acompanharam a história das sociedades humanas, desde as origens mais remotas. Já no seio de grupos neolílitos, feiticeiros e xamãs transmitiam, a um pequeno grupo de eleitos, o privilégio de comunicar com os espíritos. Nas cidades antigas, cultos oficiais e públicos coabitaram com os mistérios impenetráveis aos seres profanos e foram sendo contituídas, à margem das grandes religiões, seitas nas quais a revelação devia paradoxalmente permanecer dissimulada. O segredo mantido oculto é frequentemente de natureza espiritual, por vezes esotérica, mas a esfera política não foge a esta vontade de construir, no seio de uma sociedade que pretende cada vez mais reger todos os aspectos da vida, uma outra organização que, à falta de poder substituir um Estado ou uma Igreja omnipresentes, agirá subterraneamente".

Um bom livro de consulta para se perceber melhor como alguns homens se conseguem estruturar em torno de dogmas, fés e práticas numa crensça transcendente, algo que, por vezes nos excede, mas com o qual é possível entar em contacto.

Hoje em dia, cada vez mais, as sociedades são constituidas por acções e descaradamente tentam entrar em contacto com o nosso bolso, para nos tirar (neste caso somos nós os eleitos) um tostãozinho que a gente tenha. Qualquer dia arrancam-nos os olhos. Irra!

26.5.08

Melhor Filme Curta Metragem do Festival de Cinema de Berlim

Sem uma única palavra, quantas figuras de retórica nos consegue transmitir esta enorme animação?! Imensas!

22.5.08

Café


Quem foi o arquitecto

que fez este café

tão longe da natureza

e tantos homens de pé?

Criado: põe esta gente na rua!

E abre um buraco no tecto

que eu quero ver a lua.

José Gomes Ferreira

21.5.08

Adele

O amigo Nuno tivera a delicadeza de dizer que era bom som. Realmente. Uma outra voz.

16.5.08

Privação


Temos que parar de dizer que não temos de provar nada a ninguém. Engano! Temos sim senhor; temos de provar que estamos aqui. Nem que seja a nós próprios! Mas a vida é amarga e triste?! Não importa! Viver é sempre um grande desafio.

Banalizar para quê? Quando pensamos ter esgotado todas as possibilidades de pensamentos, não nos conseguimos libertar na nossa dimensão espiritual. Sujeitos às nossas memórias e se tivermos sorte com o ponto de encontro, talvez tenhamos vontade e as coisas aconteçam.

Por vezes, apetece gritar em letras maiúsculas: Poderemos nós sonhar? Não teriamos sido abandonados? Sem vontade de concluir, entranha-se esta ideia na cabeça.

Mas, não somos nós postos à prova constantemente? Pois então, ergamos a cabeça, levantemos os olhos e p’rá frente é que é o caminho!

4.5.08

A CRIANÇA E A VIDA


"Companheira do sol e das raízes, cheguei à grande cidade.
Numa mão levava o diploma, na outra o medo. O resto, era a história antiga da minha solidão e da minha esperança"
É assim que começa este fantástico livro de Maria Rosa Colaço que, mais não é do que um emocionante relato das suas primeiras experiências pedagógicas com o qual pretende homenagear os seus "meninos" vindos de "sabe-Deus-donde". Estes meninos, "escória" que o director lamentoso lhe entregou, "traziam nas mãos, em vez de malas e livros, folhas de plátano e ramos de amendoeira florida" e o Outono "dourava-lhes os cabelos".
Estes meninos eram "sementes vivas da mais autêntica liberdade" e os quais "pediam para fazer poemas, como quem pede o pão da fome"

o amor é um pássaro verde
num campo azul
no alto da madrugada
victor moreira, 9 anos
a morte é sossego e flores
eu acho que ela é um homem amarelo
eu, se visse a morte ao pé de mim, atirava-me
duma janela abaixo: antes queria morrer sozinho
victor moreira

vou viajando num barco de morte
vou andando sem andar
não tenho passaporte
nem tenho luar
a.j.

os meus pés são de flores
eu, uma vez, pisei o sol: mas não o magoei
porque os meus pés são pequeninos
victor pinho, 8 anos

O amor é como duas borboletas que estivessem sobre uma rosa, a mais linda de todas do jardim.
O amor tem que haver.
O amor são duas estrelas a brilhar.
A rosa e o sol são o amor.
O amor é a poesia.
O amor é não haver polícias.
Inácio cruz, 10 anos

Usando este exemplo como motivação, também eu sempre que abordo o Texto poético, tento levar os meus alunos pela aventura da poesia. Aguardemos pelo resultado e veremos então se das sementes lançadas florescem outras liberdades.

Colaço, Maria Rosa. A CRIANÇA E A VIDA. 12ª edição. Edições Editau.

A primeira edição destes trabalhos remonta a 1960.Acrescente-se que esta colectãnea não é só composta por poemas, mas também por outras composições e também por sugestões de que "O que é ...?" (Delicioso).

2.5.08

Duffy - Mercy

A última música a entrar no ouvido.
Voz poderosa. Video clip fantástico e muito sensual. O álbum é muito bom!

24.4.08

«Que Força É essa Amigo»

Aqui fica uma versão de Rui David.

Há dias assim ...
... com FORÇA




Vi-te a trabalhar o dia inteiro,
construir as cidades p’rós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força por pouco dinheiro

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força p‘ra pouco dinheiro

Que força é essa? Que força é essa?
Que trazes nos braços?
Que só te serve para obedecer,
Que só te manda obedecer!
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?
Que te põe de bem com outros e de mal contigo.
Que força é essa amigo!
Que força é essa amigo!
Que força é essa amigo!

Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentistes
Uma força a crescer-te nos dedos.

E uma raiva a nascer-te nos dentes,
Não me digas que não me compreendes!

Que força é essa, Que força é essa,
Que trazes nos braços?
Que só te serve para obedecer
Que só te manda obedecer
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?
Que te põe de bem com outros e de mal contigo!
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades p’rós outros
Carregar pedras, desperdiçar
muita força por pouco dinheiro


Sérgio Godinho

O "meo" serviço da net pregou-me um a partida e após alguns dias de inactividade,só agora deu sinais de si. Por isso, e à pressa, ao mesmo tempo que vou fazendo o saco, não queria deixar de postar algo sobre Abril. Tinha pensado em falar sobre outros dias de Abril já passados , isto porque, desde há alguns anos elegi o 25 de Abril como o dia da minha liberdade, a liberdade de partir para um lugar onde nunca tenha estado.

"Ah, seja como fôr, seja para onde fôr, partir! Largar por aí fora, pelas ondas, pelo perigo, pelo mar"
Ode Marítima, Álvaro de Campos

Ao contrário do que tem sido habitual, onde se planeou atempadamente o sítio, o percurso, e os lugares, para amanhã ainda não está nada definido, embora se tenha umas ideias de dar um salto até à vizinha Espanha. Para o regresso, já está marcado um jantar com uns amigos bacanos e à noite, então, iremos rever saudosamente Sérgio Godinho na Semana Académica de Bragança. Nada melhor para um 25 de Abril! Sempre!

Do que virmos contaremos.

12.4.08

um olhar sobre o passado,

Palavra dita, foi palavra aceite. Em Trás-os-Montes, por trás dos montes, o cascalho se faz chão e o caminhar urge a esperança do voltar. O apelo das urzes, a cor do chão de terra leva-nos sempre para onde queremos ir. E assim lá fomos:

MIGUEL TORGA




O regresso

Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah, minha serra, minha dura infância!
Como os rijos carvalhos me acenaram
Mal eu surgi cansado na distância!

Cantava cada fonte à sua porta
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.

Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.

Escola primária de S. Martinho d'Anta, sítio das primeiras letras ...


O negrilho ...


A um negrilho


Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.
Esse mestre és tu, mestre da inquietação
serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adomeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

A casa ...

O mesmo sítio de sempre, até ao fim ...



Castro de Sabrosa (Idade do Ferro) - Sabrosa, lugar do Castelo

Casa de Fernão de Magalhães (Circum-Navegação) - Sabrosa


Quinta da Faísca (prova de vinhos e almoço)

O almoço ...

Quinta da Avessada (Enoteca)


Favaios (património arquitectónico e indústria artesanal)


Anta da Fonte Coberta (Chã- Alijó)

Auto-retrato em fundo de rolhas de cortiça.

"O Douro é a única evidência incomensurável com que podemos assombrar o mundo"

Miguel Torga

Actividade promovida pelo Departamento de Ciências Sociais, 12 de Abril de 2008

7.4.08


Não basta reparar nas coincidências.
As coisas acontecem por alguma razão. Servem para nos acordar e para nos mostrar a força da realidade.
As pessoas lutam por isso: é a causa de todos os conflitos.
Precisamos abrirmo-nos e encontrar a nossa própria energia, a verdadeira e única fonte: o mundo real.
Como um vislumbre do futuro, torna-se algo difícil de atingir. Por isso, estamos aqui para fazer algo e sermos fiéis a esse propósito.
Devemos procurar sempre o significado mais profundo: o sacrifício da esperança.

4.4.08

Quantos destes impiedosos lápis se terão gasto durante 48 odiosos anos da nossa história?




Monstruoso símbolo de uma época cujo largo expectro de actuação riscou notícias, fados, peças de teatro e livros, apagou anúncios publicitários, caricaturas e pinturas de parede.


Pela pouca informação disponível (estranho!) lá se conseguiu arranjar uma breve definição de censura:"sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão; intimidação governamental ou popular, onde as pessoas têm receio de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo".


Diz-se por ai, à boca pequena, que parece termos voltado ao tempo de antigamente. (Aqui cabia bem uma asneira, não?) Como é possível?! Será que permitiremos o regresso desses actos pidescos? O receio de tamanha desgraça, tão condicionante da cultura de um povo? Não. Lutaremos até ao fim!

18.3.08

O SERINGADOR

REPORTÓRIO CRÍTICO-JOCOSO E PROGNÓSTICO DIÁRIO



Portugal, antigamente
via orgulho em sua gente
nos campos a trabalhar.
Cavada por sua mão,
a terra dava-lhe pão
para o sustento do lar.

Trabalhar era um prazer.
Ganhavam para viver
porque o trabalho era um bem.
A vida aos jovens, sorria,
que a juventude vivia
sem depender de ninguém.

Mas, numa certa noitada
e ao cair da madrugada,
todo o sistema alterou.
Desde então, ficou aberto,
a porta onde o mais esperto
entrou por ela e ... ficou.

E que hoje nos faz pasmar
recebem sem trabalhar
tantos jovens, mocetões.
Criaram-lhe um ordenado
e há tanto jovem parado,
levando à Pátria uns tostões.

Oa campos, estão parados.
Apodrecem os arados.
Não há frutos sem semente ...
- Por esta triste verdade,
Já há quem tenha saudade
dos tempos de antigamente.

Em tempos de arrumações, veio à mão este livreto de 32 páginas, a preto a branco, impresso em papel almaço e referente ao ano de 2003. Até essa data, lembro-me agora de ter comprado alguns exemplares dessa pobre publicação.

Antes de mais, parece-me que o autor dos versos que constam na capa, imbuído de inspiração "antiga" (?) quer relembrar certos odores bafientos, memórias opressivas e ideais salazarentos. Parece-me! Julgo até que tinhamos matéria para uma tese de mestrado. No entanto, se as suas folhas são pobres em termos editoriais, não o são a nível de conteúdo. Senão vejamos:

- eclipses; - fases da lua; - começo das estações; - feriados; - calendário católico;
- visibilidade dos planetas; - feiras e mercados. Depois, para cada mês do ano aparece uma descrição mais alargada que inclui: - origem do nome; o ínico da aurora e do ocaso; indicações para as sementeiras; astrologia; o santo de cada dia; fases da lua; conselhos; curiosidades; proverbios; quadras; pensamentos; sátiras e anedotas.Eis alguns respigos:


A quadra tem pouco espaço
Mas eu fico satisfeito
Quando numa quadra faço
Alguma coisa com jeito (António Aleixo)

Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
- Acordei tarde, senhora professora! Sonhei que tinha ido à Coreia ver a nossa selecção de futebol e demorou muito a viagem!
- E tu? – pergunta a professora ao outro.
- Eu fui esperá-lo ao aeroporto.

Vento de Março, chuva de Abril, fazem o Maio florir.

Sabia que ... uma abelha tem de visitar mais de quatro mil flores para fabricar uma colher de sopa de mel?

É o acaso que nos dá a família, mas somos nós que escolhemos os amigos. Aristóteles

Vou ver se ainda apanho o deste ano!

13.3.08

Snow Cake

De que é que vale a loucura?
O passado é só uma lembrança, o futuro uma fantasia.É apenas no presente que, realmente, vivemos.
Os pequenos milagres apenas acontecem. E a ênfase do julgamento é a mentalidade!

Um Alan Rickman, inglês, errante e triste. Uma Sigourney Weaver autista e hipoalergénica. Uma Carrie-Anne Moss que gosta de chá e também de sexo.
Para ver num silêncio tranquilo!

28.2.08

"comunicare"



Não se justifica a presença do verbo comunicar.


Por ter em mente uma visão evolutiva da humanidade, as ideias surgem sempre.Isto tudo, para falar do homem de Neandertal.
Num programa do género, um cientista explicava a extinção desta raça, que tendo coexistido com o Homo Sapiens, com ascendência comum, não conseguiu evitar o seu desaparecimento. Algumas das descrições indicam o homem de Neandertal como excelente caçador, dotado de boa robustez física, detentor de cultura intelectual e o seu cérebro era, em média, ligeiramente mais volumoso. No entanto, extinguiu-se.
Não interessava muito ao senhor o estudo de todo o processo de quantificação comparativa das percentagens do DNA. Preferiu comparar o aparelho fonador de ambas as raças, concluindo que, pelo facto de o homem de Neandertal ter a laringe mais subida e não ter o céu da boca côncavo, a produção e variedade de sons eram menores. Logo, não conseguiu desenvolver um sistema de comunicação tão aperfeiçoado como o do Homo Sapiens.

A comunicação à nossa raça serviu para melhor organizar as caçadas, aplicar a defesa e o ataque quando necessários e também estabelecer relações sociais entre si. Organizar-se.


Nunca me fica preso, entre os dentes, um cumprimento para as pessoas que vejo diariamente. Deixa-me curioso a mudez de algumas delas. Porquê? Não querem comunicar? Já não vão comigo à caça!

Boa noite.

24.2.08

Ó Homem ...


Ó barro bíblico
animado por vida que destróis
no outro e em ti

Ó sopro divino – bondade –
que matas
guerreias
renegas
odeias
prostituis
prostituis-te
matas e matas-te
a ti símio
meu ancestral

Ó selvagem
de cujo encéfalo jorra a ciência
a filosofia
a arte
a poesia
e o sonho
e cujas garras afeiçoam
vénus – giocondas
pirâmides – templos
de Jerusalém

Ó fera cruel sem coração
que te curvas a deuses
que afagas crianças
que estremeces – sorris –
ao desabrochar da flor

Ó homem
o que és tu?
quem és tu?

Miguel Leitão

22.2.08

Ladies and gentlemans ... Simon and Garfunkel

Passar-se-ão para aí uns argênteos aninhos, desde que, num pub (Twigy) do Porto, pela primeira vez vi este concerto integralmente. Apesar de o preço das bebidas ter rebentado logo com a semanada, não dei o dinheiro por mal empregue. Desde então, foi música que me acompanhou sempre para todo o sítio por onde andei. Esta semana, adquiri por um preço quase simbólico a obra SIMON & GARFUNKEL - The Collection, composta por 5 cd's e pelo dvd "The Concert in Central Park". Que saudosa maravilha!