16.9.08


SETEMBRO

SÁBADO 20 GRANDE AUDITÓRIO 22H00
Andy Mckee e Dan Lavoie (Estados Unidos)

SÁBADO 27 SETEMBRO PEQUENO AUDITÓRIO 22H00
Fátima Serro / Paulo Gomes Quarteto (Portugal)


OUTUBRO

SÁBADO 4 OUTUBRO PEQUENO AUDITÓRIO 22 H00
Dixie Train (Itália)

SÁBADO 11 OUTUBRO PEQUENO AUDITÓRIO 22H00
Christian Brewer / Alex Garnett Quintet (Inglaterra)

SÁBADO 18 OUTUBRO GRANDE AUDITÓRIO 22H00
Vicente Amigo (Espanha)

ARRUADAS (Centro Histórico)

SETEMBRO:
SEX. 19 COTTAS CLUB JAZZ BAND (16h00)
SÁB. 20 DOURO JAZZ MARCHING BAND (11h00)
SÁB. 27 DOURO JAZZ MARCHING BAND (11h00)


OUTUBRO:
SÁB. 4 DIXIE TRAIN (11h00)
SÁB. 11 DOURO JAZZ MARCHING BAND (11h00)
SÁB. 18 DOURO JAZZ MARCHING BAND (11h00)

PROGRAMAÇÃO COMPLEMENTAR
20 e 27 SETEMBRO 4, 11 e 18 OUTUBRO TEATRO DE VILA REAL
Feira de Objectos Culturais


TERÇA 23 SETEMBRO TEATRO DE VILA REAL 21H30
Workshop de Guitarra
Orientado por Dan LaVoie.


1 a 18 DE OUTUBRO MUSEU DO SOM E DA IMAGEM TEATRO DE VILA REAL
R20;Douro Jazz 2007 R11; RetrospectivaR21;
Exposição de fotografia de David Araújo.

18 OUTUBRO TEATRO DE VILA REAL 21H30
Lançamento do livro Jukebox 2, de Manuel de Freitas
Colecção Poesia Portuguesa Contemporânea do Teatro de Vila Real.

18 OUTUBRO TEATRO DE VILA REAL 21H30
Prova de Vinhos

CAFÉ-CONCERTO
(de segunda a quinta, às 23h00)
SETEMBRO:
SEG. 22 BOSSA IN JAZZ
TER. 23 GABRIEL PINTO
QUA. 24 URIEL E CLÁUDIA FIER
QUI. 25 SALBLUES
SEG. 29 ANA CAPICUA E MÁRIO PARAÍSO
TER. 30 DUO PAGÚ


OUTUBRO:
QUA. 1 DOURO JAZZ MARCHING BAND
QUI. 2 PEDRO CUNHA E CARLOS NUNES
SEG. 6 URIEL E JOÃO MORTÁGUA
TER. 7 SILVÉRIO DUO
QUA. 8 ELEGANCE DUO
QUI. 9 CARLOS AZEVEDO
SEG. 13 JOAQUIM CARVALHO
TER. 14 SANDRO NORTON
QUA. 15 DUO JAZZ
QUI. 16 ALEX LIBERALI E BUDDA

www.dourojazz.com

7.9.08

4.9.08

Setembro cheio de Natureza

Eis algumas sugestões para se aproveitarem alguns dias de Setembro.

Só uma única vez na minha vida vi um lobo na natureza! No entanto, ele faz parte das memórias da minha infância, das imensas histórias contadas à lareira e da lembrança que ainda tenho dos cães de gado com largas coleiras de picos, para assim evitar possíveis ataques à traqueia.

Provavelmente vou aproveitar uma destas oportunidades para melhor conhecer o lobo no Parque Natural de Montesinho.


Organização:


Montes de Encanto, Lda

Ecoturismo e valorização de produtos locais

Apartado 17 5451-908 Pedras Salgadas

tel: +351-259433146 +351-918120257 +351-916165984

Para saber mais:

http://www.montes-de-encanto.pt/

2.9.08

TOQUINHO - Aquarela

Há séculos que não ouvia isto ... apesar de ter o álbum, foi numa estação de rádio, em viagem, que me deliciei com esta memória.

1.9.08

ausência



Deliberada e conscientemente, daqui me senti ausente.

Contudo, a esta ausência não se lhe poderá chamar esquecimento, uma vez que se tornou em serenidade verdadeira, porque assim, a vontade da presença tornou-se mais fiel e mais intensa. Nem sequer se pode chamar ausência de sensibilidade, porque tudo aquilo que se lembra pode tornar-se felicidade de pensamento e confiança na ideologia das paixões.

Portanto, acredite-se na tranquilidade, presente em todos os momentos de tão longa distância.

22.7.08

Perder tempo ...

Pese embora a minha inflexibilidade quanto à alteração de níveis nas reuniões de avaliação, lá vou encolhendo os ombros quando se opta pela progressão de um aluno, mesmo com alguns níveis negativos.
Na última reunião com os encarregados de educação, aquando da entrega dos resultados finais, enquanto secretário, acompanhei o director de turma nessa tarefa. Com a frontalidade que o cargo exige, o director de turma lá foi insistindo no papel fundamental dos pais enquanto importantes agentes educativos.
Talvez por algum sentimento de culpa, o encarregado de educação do aluno que passou com imensas dificuldades (e somente devido à sua irresposnsabilidade e infantilidade) ficou para último e lá se ia desculpando como podia perante todas as investidas do director de turma. Até que o senhor lhe disse:
"- Pois é, senhor professor, vou ter que perder mais tempo com o meu filho."
Para dizer a verdade, na altura nem deitei muito sentido àquelas palavras do acabrunhado senhor, só quando saimos, vejo com espanto o meu colega explodir com uma sonora e sentida asneirada:
"- ....-.. ! Como é que se pode perder tempo com um filho!
A partir dessa data, se bem que não sinta qualquer remorso, lembro-me sempre dessas palavras e não me atrevo a arranjar qualquer pretexto para não ouvir as palavras do Manel:
"- Papá, bamox bincar pópóx?"
E, num instante, atapetamos a sala com a briquedagem. E, agradavelmente, encontro muito do tempo que não perdi com o Pedro.

17.7.08

MOULESKINE


"Ao encontro da nossa identidade"
DOURO

Tema escolhido pelo Departamento de Humanidades para encerrar o ano lectivo, proporcionando um magnífico passeio pelo Douro Vinhateiro.


Aldeia de Carlão - Sitema de rega medieval.
Nesta freguesia podem ainda visitar-se as pinturas rupestres da Pala Pinta (Neolitico e Idade do Bronze) e as Caldas de Carlão no rio Tinhela (águas sulfúreas sódicas com excelentes propriedades para doenças da pele e reumatismo)


Mais uma vez a linha do Tua, desta vez vista sobre a ponte de Brunheda.
Para quem ainda não subscreveu a petição, aqui fica de novo a indicação: http://www.linhadotua.net/ .


Castelo de Ansiães - cujo início se fixa, por volta do IIIº milénio A.C.
Pelo que me pareceu, desde todas as vezes que lá fui, este monumento não se encontra devidamente "tratado", o que pela sua importância histórica merecia outro aproveitamento.

O Douro visto no cais da Nª Srª da Ribeira. O almoço realizou-se no restaurante com o mesmo nome, cuja ementa constava de: -Porto de Honra (demasiado quente para se poder apreciar); Caldo à Arrais (não apareceu); Peixinhos do rio (primorosos); Carnes grelhadas à Barão de Forrester (grelhada variada de carnes, acompanhada por batatas também grelhadas na brasa e uma refrescante salada temperada com vinagre de vinho); Sobremesas da Dª Antónia Ferreirinha (salada de fruta, um execelente arroz doce e pudim caseiro); Vinhos do Cachão da Valeira (tanto o branco com o tinto não desiludiram).

Na outra margem, a Quinta do Vesúvio.

Estação de Caminho de Ferro do Tua, onde repousam sobre aquele sol abrasador (consta-se que no Tua é o local do país onde se registam as temperaturas mais elevadas) as carruagens que, noutros tempos foram topo de gama e agora estão votadas a um estado de degradação e vandalismo generalizado. É pena!

14.7.08

MOULESKINE


por uma linha


Desde há muito que era ideia pensada; finalmente concretizou-se o desejo de "fazer" a linha do Tua. Vai daí, o grupo dos UJO's (União de Jovens Observadores, agora alargada com a filiação de umas uja's e uns ujinhos) tanto conjecturou até que arranjou um magnífico dia para, em bando, planar por esse percurso, silenciosamente aberto ao olhar.


Com partida de Vila Real, fomos até à Régua, onde apanhamos o combóio e o Ujo-Mor que, já tivera tempo de ler o jornal desde Ermesinde. Da Régua ao Tua, ainda deu para matar saudades do Douro, tantas vezes sentido e percorrido durante seis anos, pelas férias que o colégio do Trancoso proporcionava à estudantada transmontana.

Ao chegar ao Tua, aguardava-nos a "composição" grafittada que nos levaria até Mirandela.

Encetada a viagem, toca de estar com o olho fino para não perder um palmo de linha.

Tudo isto, não sem antes, o maquinista impedir de "capturar" instantes com o pára-brisas sujo, pelo que, solicitamente se apressou a mandar umas esguichadelas e pôr as escovas a trabalhar.

Sem nunca perder o rio de vista, a linha lá ia seguindo o trilho na sua mansidão.

Da companhia, fazia parte um grupo folião de maratonistas e um gaiteiro que ainda entreteve a malta com duas modinhas.

E tudo ficará submerso, lá no fundo, esquecido, por quem nunca viu.

Após um bom repasto em Mirandela, lá regressamos nós, rio abaixo, com a linha a perder-se de saudosos olhares.



E outros ...

Não me permiti a demorados pormenores visto que, neste momento vou remeter para a leitura da petição on-line que se encontra no Movimento Cívico pela Linha do Tua (http://www.linhadotua.net/). Nessa petição poder-se-á ler além da interessante descrição da linha, outras informações extremamente úteis que não nos deixarão indeferentes perante tamanha injustiça, podendo daí concluir-se da importância da defesa da linha em todos os seus aspectos e não concordar, jamais, que se torne mais uma fonte de riqueza para engrossar os capitais da EDP. A petição também deveria ser por todos assinada (eu fui o nº 5110) para que se possa ainda vislumbrar alguma luz ao fundo do túnel. Pelo que me parceu ouvir ao revisor, as obras deverão começar em Setembro de 2009. Injustiça!

Regressados ao Tua, ainda deu pra refrescar a goela enquanto se esperava o combóio vindo do Pocinho. Dever cumprido, lá regressamos com a alma regalada!


Food - Sem grandes deslumbres, o restaurante D. Afonso III, perto da estação, permitiu-nos retemperar as forças com: Bacalhau grelhado, Bacalhau à Narcisa e Posta de carne grelhada. Para os copos escorreram uns tintos do Douro, um de Alijó e os Montes Ermos de Freixo de Espada à Cinta. A sobremesa esteve primorosa, com umas Delícias doces e um queijinho com doce de tomate.
People - Quanto à companhia de viagem, por ser sábado encontraram-se poucos locais, sendo maioritariamente pessoas em passeio que, tal como nós ficaram com a sensação de ter sido a última vez.
Sights - Sobre a paisagem mais não resta do que aconselhar vivamente a absorvê-la antes que as àguas tomem conta dela.


11.7.08

Jack Johnson - Upside Down

Uma música bem tranquila para um prenúncio de férias.

liberté

"La liberté c'est un oiseau ... si je l'écoute chanter"

Ao passar pelo blog melhor do mundo, veio-me à ideia esta frase de um grande amigo. Sem dúvida!

6.7.08

wok dias tão grandes!

Há dias assim, grandes!
Em terras da Vilariça, nesta altura do ano, os trabalhos agrícolas exigem ledos madrugares para evitar a torreira daquele medonho sol, daí que se pegue às 5 e se despegue à uma da tarde para se ganhar a jeira. Então, ontem, às 9, já com meia-jeira ganha a cortar "pampos" (as pontas das videiras) toca a matar o bicho com um lauto pequeno-almoço transmontano.
Como era dia de ir buscar o Pedro ao campismo, às 10 já estavamos em Vila Flor para, em conjunto com todos os pais desmontarmos o acampamento. Sabendo que, por todos, as coisas se fazem mais rápido, lá se arregaçaram mangas para tratar das tendas, acender lumes e fazer as assaduras (excepto um ou outro finório que com duas de léria lá ia animando a conversa).
Bem comidos e regados, lá metemos pés ao caminho, já com o Pedro na bagagem.
Já muito tardinha, chegamos e bute com a putalhada para banheira. Um jantarinho ligeiro porque a sardinhada ainda andavam por ali aos pulos e toca a ver rufar estes bacanos:

Espectáculo muito interessante: com muito ritmo, muita cor e muito alegre. Wok bom!

30.6.08

Ana Carolina - Quem de Nós Dois

estranhamente, parece que todas as coisas andam perdidas ...

Acredite-se desde já que as previsões astrológicas aqui não entram. No entanto, por vezes leio (toda a gente lê, porra) as previsões de tempos passados e acabo por concluir da natureza (universal para todos) universal, sim ... que deveria estar presente sempre que um de nós respirasse. Só por isso, valeria a pena. (Às escuras!)

27.6.08

A Memória das Pedras

Ansiedade


Quero chorar!
Recordar as saudades da madrugada.
Resplandecente amanhecer!
Quero recordar!
Chorar antecipadamente a alvorada.
Quero o choro revivido.
Quero madrugar.
Quero amanhecer.


monge

26.6.08

10,000 Maniacs -- Because The Night

E uma coisa leva à outra.

Falta de tempo ...


Vide, os dois últimos versos do soneto 83 in "Os Lusíadas". Canto IX.

21.6.08

De súbito ...



O Pá ...

A Minho ...

O Pedro ...

Num súbito e raro momento de inspiração, o Pedro de um só rasgo fez isto.

Mas falta aqui o Manel!

Hoje foi fixe! Eu, o Manel e o Pedro fomos ouvir Mariachi Tequilla ao ar livre; vimos os bólides que correm aqui no circuito e comemos umas farturas sentados na relva ... e uns finos. Tão bom!

Ainda hesitei ... mas não pude controlar: o meu Pedro foi o único aluno da turma a ter a menção de A (Muito Bom) nas provas de aferição de Língua Portuguesa e Matemática. Boa, Pedro!

15.6.08

Fantasiar

O que nos faz fantasiar?

O sucesso? O dinheiro? O carro de sonho ou o parceiro ideal?
Mais não resta concluir de que, as fantasias têm de ser irrealistas! No preciso momento em que são concretizadas deixamos de as desejar e para que possam continuar a existir, o desejo deverá ter o seu objecto eternamente ausente.
Viver somente segundo os nossos desejos poderá não nos fazer felizes. Para sermos plenamente humanos, devemos tentar viver com base em ideias e ideais e não medir a nossa vida por aquilo que alcançamos em termos de desejos. Devemos, itensa e aleatoriamente, deixarmo-nos sentir vivos por aqueles pequenos momentos de racionalidade, de compaixão e de trizteza. A única forma de medirmos o significado da nossa vida é vivê-la!

13.6.08

yael naim - new soul

Som surripiado num agradável canto branco escuro. Muito bom!

8.6.08

Mouleskine

Asturies

Catedral de Oviedo

Enseada de Gijon

Catedral de Covadonga

Santa Cueva, donde ...

... se preparou para iniciar a luta da reconquista da Península contra a moirama.


Pormenor dos Picos de Europa

Bed - Hotel los Acebos (Arriondas)
Food - Sidreria ACBU (Canas de Onis) : fabada asturiana; entrecote de buey; creme de maçana con avelana; (mucha) sidra (tudo ao som de Supertramp, Pink Floyd e outros dos 60's)
People - O people do hotel pareceu-me indiferente e distante; o do restaurante afável e o guia
muito atencioso e conversador nato.
Sights - Bem, a paisagem é qualquer coisa de cortar a respiração. O verde, a abundância de água, os rebanhos pelas encostas fora e a fauna selvagem que por ali prolifera. Os montes, os
altos montes contribuem para acentuar a nossa pequenez.

2.6.08

Mosteiro de S. João de Tarouca

Quem ainda não fez, aconselho vivamente que faça uma visita ao Mosteiro de S.João de Tarouca.

Julgo que, já em Março, ao chegar ao shopping Dolce Vita Douro, dou de caras com uma delegação da Câmara Municipal de Tarouca promovendo uma petição, à cata de assinaturas para enviar à Assembleia da Republica, onde é pedido para que o dormitório do Mosteiro de São João de Tarouca possa ser transformado num hotel. Sem hesitações, disse logo e redondamente que não.

Este majestoso conjunto monástico, o primeiro da Ordem de Cister a ser construído em Portugal (séc.XII) encontra-se na posse administrativa do IPPAR que, pelo qua tenho visto, pouco mais fez do que ir deixando ruir algumas paredes do dormitório. A igreja ainda se conserva em muito bom estado e representa na integra os ideiais de simplicidade da arquitectura daquela ordem e conserva-se ainda todo o recinto envolvido pela cerca do convento. Apesar da visão de ruinas que o mosteiro hoje nos apresenta, no entanto, poderá realizar-se o enquadramento da sua construção inicial.

Embora venham dizer "os especialistas" que, a sua recuperação representa uma mais-valia para a região e que deva ser "fruido pelas pessoas", não vejo por que motivo o IPPAR não prossiga as escavações e planeie o seu restauro. Se mesmo assim, muitas pessoas o visitam, julgo que restaurado seria muito mais concorrido.

Tendo escolhido a Ordem de Cister como motivo de estudo para a dissertação, tal opção permitiu-me uma visita a quase todos os mosteiros cistercienses a Norte do Douro. Isto para dizer que, outros especialistas argumentam com o exemplo da recuperação e transformação do Mosteiro de Bouro (Amares) em pousada. Pois é. Esse mosteiro foi transformada numa rica pousada, onde muito poucos portugueses lá porão os pés para o "fruir". Com o objectivo de o visitar (e só para visitar, porque os preços da pousada não estão ao meu alcance) por muito favor lá me concederam uma passeata pelos claustros.

Ainda assim, prefiro perder-me vagabundeando livremente pelos ruinas de Tarouca, onde rodeado por algum silêncio ainda sou capaz de retroceder no tempo e imbuir-me de algum espírito que tão bem me sabe e ao qual converti o meu nome.

Obs: Lamento não poder editar aqui as fotos do dormitório, mas à última da hora a memória pregou-me esta partida e perdi-lhe o tino. Fica a promessa de um futuro post.

29.5.08

As sociedades secretas


"Quem deseja levantar o véu sobre as sociedades secretas apercebe-se facilmente de que sempre acompanharam a história das sociedades humanas, desde as origens mais remotas. Já no seio de grupos neolílitos, feiticeiros e xamãs transmitiam, a um pequeno grupo de eleitos, o privilégio de comunicar com os espíritos. Nas cidades antigas, cultos oficiais e públicos coabitaram com os mistérios impenetráveis aos seres profanos e foram sendo contituídas, à margem das grandes religiões, seitas nas quais a revelação devia paradoxalmente permanecer dissimulada. O segredo mantido oculto é frequentemente de natureza espiritual, por vezes esotérica, mas a esfera política não foge a esta vontade de construir, no seio de uma sociedade que pretende cada vez mais reger todos os aspectos da vida, uma outra organização que, à falta de poder substituir um Estado ou uma Igreja omnipresentes, agirá subterraneamente".

Um bom livro de consulta para se perceber melhor como alguns homens se conseguem estruturar em torno de dogmas, fés e práticas numa crensça transcendente, algo que, por vezes nos excede, mas com o qual é possível entar em contacto.

Hoje em dia, cada vez mais, as sociedades são constituidas por acções e descaradamente tentam entrar em contacto com o nosso bolso, para nos tirar (neste caso somos nós os eleitos) um tostãozinho que a gente tenha. Qualquer dia arrancam-nos os olhos. Irra!

26.5.08

Melhor Filme Curta Metragem do Festival de Cinema de Berlim

Sem uma única palavra, quantas figuras de retórica nos consegue transmitir esta enorme animação?! Imensas!

22.5.08

Café


Quem foi o arquitecto

que fez este café

tão longe da natureza

e tantos homens de pé?

Criado: põe esta gente na rua!

E abre um buraco no tecto

que eu quero ver a lua.

José Gomes Ferreira

21.5.08

Adele

O amigo Nuno tivera a delicadeza de dizer que era bom som. Realmente. Uma outra voz.

16.5.08

Privação


Temos que parar de dizer que não temos de provar nada a ninguém. Engano! Temos sim senhor; temos de provar que estamos aqui. Nem que seja a nós próprios! Mas a vida é amarga e triste?! Não importa! Viver é sempre um grande desafio.

Banalizar para quê? Quando pensamos ter esgotado todas as possibilidades de pensamentos, não nos conseguimos libertar na nossa dimensão espiritual. Sujeitos às nossas memórias e se tivermos sorte com o ponto de encontro, talvez tenhamos vontade e as coisas aconteçam.

Por vezes, apetece gritar em letras maiúsculas: Poderemos nós sonhar? Não teriamos sido abandonados? Sem vontade de concluir, entranha-se esta ideia na cabeça.

Mas, não somos nós postos à prova constantemente? Pois então, ergamos a cabeça, levantemos os olhos e p’rá frente é que é o caminho!

4.5.08

A CRIANÇA E A VIDA


"Companheira do sol e das raízes, cheguei à grande cidade.
Numa mão levava o diploma, na outra o medo. O resto, era a história antiga da minha solidão e da minha esperança"
É assim que começa este fantástico livro de Maria Rosa Colaço que, mais não é do que um emocionante relato das suas primeiras experiências pedagógicas com o qual pretende homenagear os seus "meninos" vindos de "sabe-Deus-donde". Estes meninos, "escória" que o director lamentoso lhe entregou, "traziam nas mãos, em vez de malas e livros, folhas de plátano e ramos de amendoeira florida" e o Outono "dourava-lhes os cabelos".
Estes meninos eram "sementes vivas da mais autêntica liberdade" e os quais "pediam para fazer poemas, como quem pede o pão da fome"

o amor é um pássaro verde
num campo azul
no alto da madrugada
victor moreira, 9 anos
a morte é sossego e flores
eu acho que ela é um homem amarelo
eu, se visse a morte ao pé de mim, atirava-me
duma janela abaixo: antes queria morrer sozinho
victor moreira

vou viajando num barco de morte
vou andando sem andar
não tenho passaporte
nem tenho luar
a.j.

os meus pés são de flores
eu, uma vez, pisei o sol: mas não o magoei
porque os meus pés são pequeninos
victor pinho, 8 anos

O amor é como duas borboletas que estivessem sobre uma rosa, a mais linda de todas do jardim.
O amor tem que haver.
O amor são duas estrelas a brilhar.
A rosa e o sol são o amor.
O amor é a poesia.
O amor é não haver polícias.
Inácio cruz, 10 anos

Usando este exemplo como motivação, também eu sempre que abordo o Texto poético, tento levar os meus alunos pela aventura da poesia. Aguardemos pelo resultado e veremos então se das sementes lançadas florescem outras liberdades.

Colaço, Maria Rosa. A CRIANÇA E A VIDA. 12ª edição. Edições Editau.

A primeira edição destes trabalhos remonta a 1960.Acrescente-se que esta colectãnea não é só composta por poemas, mas também por outras composições e também por sugestões de que "O que é ...?" (Delicioso).

2.5.08

Duffy - Mercy

A última música a entrar no ouvido.
Voz poderosa. Video clip fantástico e muito sensual. O álbum é muito bom!

24.4.08

«Que Força É essa Amigo»

Aqui fica uma versão de Rui David.

Há dias assim ...
... com FORÇA




Vi-te a trabalhar o dia inteiro,
construir as cidades p’rós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força por pouco dinheiro

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força p‘ra pouco dinheiro

Que força é essa? Que força é essa?
Que trazes nos braços?
Que só te serve para obedecer,
Que só te manda obedecer!
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?
Que te põe de bem com outros e de mal contigo.
Que força é essa amigo!
Que força é essa amigo!
Que força é essa amigo!

Não me digas que não me compreendes
Quando os dias se tornam azedos
Não me digas que nunca sentistes
Uma força a crescer-te nos dedos.

E uma raiva a nascer-te nos dentes,
Não me digas que não me compreendes!

Que força é essa, Que força é essa,
Que trazes nos braços?
Que só te serve para obedecer
Que só te manda obedecer
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?
Que te põe de bem com outros e de mal contigo!
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?
Que força é essa amigo?

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Construir as cidades p’rós outros
Carregar pedras, desperdiçar
muita força por pouco dinheiro


Sérgio Godinho

O "meo" serviço da net pregou-me um a partida e após alguns dias de inactividade,só agora deu sinais de si. Por isso, e à pressa, ao mesmo tempo que vou fazendo o saco, não queria deixar de postar algo sobre Abril. Tinha pensado em falar sobre outros dias de Abril já passados , isto porque, desde há alguns anos elegi o 25 de Abril como o dia da minha liberdade, a liberdade de partir para um lugar onde nunca tenha estado.

"Ah, seja como fôr, seja para onde fôr, partir! Largar por aí fora, pelas ondas, pelo perigo, pelo mar"
Ode Marítima, Álvaro de Campos

Ao contrário do que tem sido habitual, onde se planeou atempadamente o sítio, o percurso, e os lugares, para amanhã ainda não está nada definido, embora se tenha umas ideias de dar um salto até à vizinha Espanha. Para o regresso, já está marcado um jantar com uns amigos bacanos e à noite, então, iremos rever saudosamente Sérgio Godinho na Semana Académica de Bragança. Nada melhor para um 25 de Abril! Sempre!

Do que virmos contaremos.

12.4.08

um olhar sobre o passado,

Palavra dita, foi palavra aceite. Em Trás-os-Montes, por trás dos montes, o cascalho se faz chão e o caminhar urge a esperança do voltar. O apelo das urzes, a cor do chão de terra leva-nos sempre para onde queremos ir. E assim lá fomos:

MIGUEL TORGA




O regresso

Regresso às fragas de onde me roubaram.
Ah, minha serra, minha dura infância!
Como os rijos carvalhos me acenaram
Mal eu surgi cansado na distância!

Cantava cada fonte à sua porta
O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta
Dos versos que o desterro esfarelou.

Depois o céu abriu-se num sorriso,
E eu deitei-me no colo dos penedos
A contar aventuras e segredos
Aos deuses do meu velho paraíso.

Escola primária de S. Martinho d'Anta, sítio das primeiras letras ...


O negrilho ...


A um negrilho


Na terra onde nasci há um só poeta.
Os meus versos são folhas dos seus ramos
Quando chego de longe e conversamos,
É ele que me revela o mundo visitado.
Desce a noite do céu, ergue-se a madrugada,
E a luz do sol aceso ou apagado
É nos seus olhos que se vê pousada.
Esse mestre és tu, mestre da inquietação
serena!
Tu, imortal avena
Que harmonizas o vento e adomeces o imenso
Redil de estrelas ao luar maninho.
Tu, gigante a sonhar, bosque suspenso
Onde os pássaros e o tempo fazem ninho!

A casa ...

O mesmo sítio de sempre, até ao fim ...



Castro de Sabrosa (Idade do Ferro) - Sabrosa, lugar do Castelo

Casa de Fernão de Magalhães (Circum-Navegação) - Sabrosa


Quinta da Faísca (prova de vinhos e almoço)

O almoço ...

Quinta da Avessada (Enoteca)


Favaios (património arquitectónico e indústria artesanal)


Anta da Fonte Coberta (Chã- Alijó)

Auto-retrato em fundo de rolhas de cortiça.

"O Douro é a única evidência incomensurável com que podemos assombrar o mundo"

Miguel Torga

Actividade promovida pelo Departamento de Ciências Sociais, 12 de Abril de 2008