20.11.11

Three little birds - Gilberto Gil

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Com o devido consentimento de Bob, que lá de cima aprova estas manifestações de paz e esperança, tornadas maravilhosas pela arte.

monge

28.9.11

Patrick Watson - The Great Escape

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I just listened to it.
It's really good!

monge

25.9.11

vamos brincar às beijocas?



Estavamos a jantar quando o Manel, cheio de entusiasmo, se lembrou de nos começar a contar:
- Hoje andei a jogar às beijocas!
Da minha meninice, jogos que metessem beijocas, só me vem à ideia o "verdade ou consequência", mas não estava ver putos com 6 anos com tanta "destreza" para o praticar.
Como a curiosidade era geral, lá lhe perguntei:
- E como se joga esse jogo, filho?
Com os olhos cheios de alegria, o Manel explicou-nos então o jogo:
- As meninas pintam os lábios com baton, nós começamos a correr e se  elas nos apanharem, dão-nos beijocas.
- Onde? Na cara?
- Não. Na boca! - rematou ele com seriedade.
- E então, já te deram muitas beijocas? - pergunto-lhe eu.
- A mim não. Eu corro muito!
Bem a partir daqui foi risota geral e já não conseguimos dizer ao Manel de forma séria a falta que isso lhe vai fazer para quando for grande e quiser umas beijocas.

monge

5.9.11

Stay in Queue

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Aposto que já aconteceu isto a alguém. Frustrante!
Só porque amanhã vou às Finanças...
monge

30.8.11

possibilidades



o fim da utopia será a morte anunciada de um sonho antigo ...
 
precisaremos sempre de terra para enraizarmos a alma ...

aquele que é dono de si próprio tornar-se-á verdadeiramente rico ...

ser humano sentir-se-ia muito mais feliz tornando-se mais útil ...

a sede de viver é imensa ...

viver fora do tempo ...

Sonhar é vital!
monge

25.8.11

The Way

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Com argumento, direção, produção e participação de Emílio Estevez e com Martin Sheen como ator principal, este filme narra a história de um pai americano que viaja até França para recuperar o corpo de seu filho, que morreu durante a viajem "El Camino" de França até Santiago de Compostela. A trama do filme enrola-se num misto de ação, aventura, comédia e drama.
Quem já fez o Caminho, sabe que não se trata simplesmente de um passeio. É uma experiência que afeta de maneira diferente cada peregrino. Embora o motivo principal para se fazer o Caminho seja de ordem religiosa, há muitas outras razões para fazê-lo enquanto caminheiro, sucedendo o mesmo com os efeitos provocados. Trata-se mais de uma jornada pessoal em que intervêm  fatores físicos, psicológicos, simbólicos e até telúricos.
Eu fi-lo por tudo isso! Altamente recomendável, tanto o Caminho como o filme.
monge

22.5.11

The National - Fake Empire


Mais uma bela sugestão do amigo Nuno.
Com uma letra nitidamente dirigida aos tempos americanos da governação de Bush (poder-se-á ver num outro video clip). Li algures que The National terão já atingido o seu auge e maturidade. É possível que os tenhamos por cá, nalgum dos nossos festivais. Era uma ideia.

monge

21.5.11

Não vivo muito longe do centro da cidade, mas na ida e na volta ainda se gasta quase uma hora de caminho, o qual sendo feito por percursos alternativos, até se pode tornar agradável e interessante.
Porque decidi privilegiar as caminhadas, porque decidi poupar em combustível e estacionamentos, ontem desloquei-me ao centro para tratar de assuntos na seguradora e nos correios. Sabendo que os correios fechavam mais tarde, fui primeiro à seguradora. Como andava sem seguro de carro há já alguns dias, em vez de me passar nova declaração provisória, o funcinário propôs-me o pagamento da prestação do mês de Maio e assim receberia de imediato a carta verde. E não é que, a prestação acertou em cheio com o dinheiro que tinha no bolso, tendo ficado a dever ainda um centimo ao dito senhor? Ele há coisas!
Bem, sem dinheiro, já não pude ir aos correios, despachar com urgência as pilhas para o aparelho auditivo de minha mãe. Lá me pus a pé novamente a caminho de casa, sabendo que teria de lá voltar.
Na cidade onde vivo, há ruas em que os passeios permitem que passe apenas uma pessoa.
Caminhando com passo apressado e o pensamento pouco companheiro, aperecebo-me de outro transeunte vindo em direcção a mim, e inevitavelmente deparamo-nos com aquela habitual situação em que ambos hesitamos, mesmo sem nos olharmos. Eu desço o pé do passeio, ele imediatamente desce também o pé do passeio, logo eu retorno ao passeio e ele sai do passeio para me deixar passar a mim. Ao passar por mim, o senhor alto e jovem, educadamente disse:
- Peço desculpa. Tenha uma boa tarde.
Apanhado de surpresa, nunca esperei que me pedisse desculpa, muito menos que me desejasse boa tarde. No entanto fê-lo.
Isto durara pouco mais de um segundo. Aquele senhor não perdera tempo a demonstrar talvez o orgulho da sua humanização. E eu ganhara talvez um pouco mais vontade de viver, de saber que neste mundo ainda há motivos pelos quais vale a pena existir.
Ontem esteve um dia radioso!

monge

4.4.11

MOMENTOS


 Reencontro com o passado. Life's good! Curta metragem gravada na Rua da Boavista, Porto.

monge

25.2.11

dizem ...


Dizem que o silêncio não tem som.
Dizem que as palavras são mudas, por vezes.
Dizem que a vida muda cada vez que vem até nós.
Dizem que se acreditarmos, tudo se tornará possível.
Dizem que se eu quiser, posso conseguir.
Dizem que o possível alcança-se logo aqui.
Dizem tanta coisa!
monge

20.2.11

"Quando nasci, comecei logo a chorar pois não conhecia ninguém."


Duas propostas de trabalho: biografia de autores de literatura infantil e autobiografia de cada aluno.
Assim, foi com aquela magnífica e ubíqua frase que um aluno começou a sua autobiografia.
Ora, aí está uma boa razão para alguém se sentir descontente quando desagua neste mundo pela primeira vez!
Para quem, de repente, se tem que ausentar do aconchego de um útero silencioso e suave, esse refúgio bom, compartilhado por um terno cordão umbilical sem fim e rodeado de um abençoado amor, vir ao mundo poderá ser a ruptura com a solidão de estar só.
Esse terrível abandono, associado ao receio de dar de caras com uma realidade emaranhada de verbos mal conjugados e de filosofias ímpares, poderá tornar-se uma questão de absoluta emergência que há tanto tempo nos espera.
Aparecer no verdadeiro momento em que se vê a luz na boca do mundo, animados pela vontade de ir em frente, seguimos em direcção a subjectividades coloridas por um sol quente de um amarelo infinito, logo percebemos que temos lugar no futuro. Estará cumprido o nosso destino. Apesar de todas as ironias da nossa descrença no mundo, é-nos permitido tal primazia contemporânea. Nosso destino é viver e viver é nascer a cada instante.
Salvador Dali - Criança geopolítica observando o nascimento do homem novo.
monge

13.2.11


Ninguém nos sussura o destino.
As vozes de antigamente surgem num imediato instante.
Deixamo-nos levar por qualquer vontade sem arrependimneto prévio.
Tudo o que possa vir depois, serão momentos de uma esperança anunciada.

Paro.

...

...

...

Retomo o lugar onde sempre estive.
Bom. Agradavelmente bom.
Onde a calma se faz silêncio.
Onde a vida se pronuncia silenciosamente aberta ao olhar.
monge

6.2.11

Deolinda - Parva que eu sou!


E finalmente um hino tem a letra no feminino:

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração "casinha dos pais",
se já tenho tudo, para quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
que para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração "vou queixar-me para quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!

Sou da geração "eu já posso mais!"
que esta situação dura há tempo de demais.
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Musica e letra: Deolinda

Seremos parvos? Só uns? Ou todos, afinal?
Valha-nos ao menos alguém que vai sentido! E que vai tendo a coragem de o transmitir, sem se deixar apascentar como o resto do rebanho!

monge

3.2.11

Porque o Pedro vai fazer 13 anos e porque tem a idade que também já tivemos, está numa fase de tentar criar a sua própria identidade e moldar a sua personalidade de acordo com modas de agora, com rituais de grupo e também com a sua maneira de ser, obviamente.
Essas manifestações, algumas demonstradas de forma exagerada, torna-o, a nosso ver, um pouco a dar para o "foleiro", quer na maneira de vestir, de pentear ou até de agir. Por essas e por outras, já por várias vezes, nos levou a dizer, tanto a mim como a mãe, algo do género:
- Ó Pedro, tu não existes!
ou então:
- Sinceramente, este garoto não existe!
Ora bem, tudo isto não cai em saco roto na perspicácia do Manel.
No outro dia, numa outra birra do Manel para comer a sopa, a mãe desafia-o:
- Come a sopa, filho, para acabares primeiro que o mano.
Ao que o Manel convenientemente retorquiu:
- Oh! O mano não existe!
monge

28.1.11

esperança

"Há-de haver uma salvação possível neste mar de naufrágios, e vão sendo horas de erguer a voz contra os derrotistas da jangada. Aterrados pelas suas fúnebres ladainhas, temo-nos esquecido de reparar nos acenos do horizonte, onde amanhece sempre uma ilha à nossa espera. Não a ilha solitária de Robinson, que seria o recomeçar inútil duma vida de egoísmo e de esterilidade, mas o húmus generoso dum novo mundo onde se possa erguer a esperança."
Miguel Torga, Diário V

25.1.11

When We Leave


O primeiro filme do ano.
Este filme retrata a vida de Umay, uma jovem auto-determinada de ascendência turca, que luta por uma vida independente na Alemanha, contra a resistência da sua família. No entanto, essa luta dá início ao desenrolar de um processo dinâmico que se vai complicando e que resulta numa situação verdadeiramente arrasadora e dramática.
Surpreendentemente bem feito, com um desempenho talentoso da actriz, o filme leva-nos por sentimentos que nos confundem e nos abalam a mente. Trata da família, de cultura, de honra, da religião, mas magoa e perturba a liberdade, a compreensão e a tolerância. Aconselhável.

monge
Nota: O trailer escolhido, apesar da linguagem, foi o que consegui com melhor imagem.

16.1.11

Preguiça


"Os preguiçosos têm sempre vontade de fazer alguma coisa"
(Luc de Clapiers)
Por mais definições que se possam ter sobre a preguiça, julgo que qualquer ser humano a deva ter já experimentado ou até dela abusado exageradamente. No que me toca, não me considero preguiçoso, não aprecio muito os preguiçosos, mas também não a considero nenhum pecado mortal.
Contudo, lido diariamente com alguém que insiste em ser teimoso, a pontos de se socorrer da preguiça para justificar a sua falta de vontade. Neste caso, estou a falar do Manel, cuja birra para comer a sopa nos obriga à invocação de todos os santos e mais alguns.
À hora das refeiçoes, a disposição na mesa alterou-se obrigatoriamente visto que o Manel e o Pedro juntos era sinónimo de confusões constantes, o que perturbava o agradável e reconfortante momento da paparoca. Por isso, para evitar males maiores, vi-me obrigado a abandonar o patriarcal lugar de cabeceira da mesa para tomar o lugar do Pedro ( e ele o meu) a fim de evitar as picardias catraias.
Assim sendo, sento-me agora ao lado do Manel, o qual ainda tem uma cadeira vazia do seu lado esquerdo. Quando lhe dá para arranjar um pretexto para ganhar tempo para começar a comer a sopa (porque do céu venha o remédio, ele comer tem que a comer) alternadamente, lá se vai lembrando: tenho calor, tenho sede, a sopa tem couves, tenho preguiça ... deitando-se sobre a cadeira vazia ao seu lado.
Depois de lhe dizer a décima quinta vez para comer a sopa, e com a paciência já na reserva, deito-lhe vigorosamente a mão ao braço e obrigo-o a erguer-se da cadeira onde estava estiraçado. Com aquele ar de ofendido que ele tão bem sabe representar, murmura amuadamente:
- Magoaste a minha preguiça!
Como é que se pode magoar a preguiça de alguém? Pelos vistos pode. Metaforicamente, pelo menos.

monge

14.1.11

  • Inconstante ... toujours!

Embora este chão de Terra seja o mesmo, é preciso a sua renovação constante, estrumá-lo com todos os momentos que se nos oferecem e revirá-lo para que outras memórias possam respirar.
Então, mergulhemos o braço audaz com vigor no saco da vontade e que venha a mão cheia de novas sementes prenunciadoras de boas colheitas.
De cada vez que novo ano se aproxima, muitas vezes tenho pensado que é chegada a altura de dar novo rumo às coisas. Mas, foram já tantas as datas e tantas as coisas prometidas ao longo do tempo que, julgo ter-me esquecido de tudo o prometido. Não é por falta de vontade nem por falta de coragem , simplesmente os dias vão passando e o significado que outrora se afigurava como definitivo, paulatinamente vai-se diluindo e enrolando em outros motivos.
Tenho pensado seriamente, em fundar a "seita do dia anunciado", para assim encarar as coisas como definitivas. Qual quê! Puro engano. Nada é definitivo. Tudo é demasiado inconstante. (apetecia-me dizer "ainda bem" mas não digo).
Seja como for, o início de cada ano pode servir como um marco ou sinal de viragem. Pois! Mas o tempo passa e também nós passamos a vida atrás do tempo. Olhar para o passado é a pior forma de envelhecermos.Antes rejuvenescer no futuro, talvez o local onde possamos encontrar alguma felicidade.
Precisamos de olhar para as coisas e vê-las dentro de nós. Sim, porque tudo temos dentro de nós. A verdade só existe se acreditarmos nela; a poesia só tem significado se as palavras nos tocarem a alma; a vida só é real se a conseguirmos viver. Nem que seja estranhamente.
monge

6.1.11

Aurea - Okay Alright



E por que não começar bem o Ano Novo com este magnífico som?
Porque a Aurea, alentejana de 23 anos tem um vozeirão do melhor que há no panorama soul.
Muito bom!
monge