29.9.07

"4 meses, 3 semanas e 2 dias"
(4 luni; 3 saptamini si 2 zile)
Filme Romeno de Cristian Mungiu, palma d'ouro do festival de Cannes 2007.
1987, Roménia, alguns anos antes da queda do muro de Berlim.
Otilia e Gabita (actrizes principais) partilham um quarto numa residência universitária duma pequena cidade romena. Gabita está grávida e o aborto é um crime. As 2 jovens mulheres recorrem a um certo sr. bébé para resolver o problema. Mas não estavam preparadas paras a dura prova que vão ter que enfrentar.
Um filme soberbo, forte, que me fez lembrar "Goodbye Lenine" pela atmosfera e "os mutantes" de villaverde pela realidade dramática. A questão do aborto: tema até ainda bem pouco tempo tabu entre nós! Também uma alegoria, no dizer de alguns, do comunismo como capitulo abortado da história! Mas o filme ultrapassa de longe o levantamento de questões puramente politicas para se concentrar numa problemática recorrente e universal que concerne o valor da existência humana...
Simplesmente excelente!

Abraço
eremita

28.9.07

Ler é ...

Não há talvez dias da nossa infância que tenhamos tão intensamente vivido como aqueles que julgamos passar sem tê-los vivido, aqueles que passámos com um livro preferido
Marcel Proust

Um dia, um certo Pessoa cheio de Liberdade disse que " Ler é maçada, estudar é nada"(ou teria sido ao contrário?).
Talvez o tivesse dito sem intenção, ou se calhar por ter pensado que ninguém, jamais, leria o que ele escreveu. Pois eu digo que o senhor estava completamente enganado. Que outra forma teríamos de conhecer o mundo e o tempo que nele se vive? Qual a melhor forma de, em aparente solidão, construirmos tempos, espaços e maneiras de sentir? Simplesmente lendo!
Ao ler, aprendem-se "coisas", entra-se em contacto com a vida, com tudo o que nela acontece e do que ela é feita. Ao ler, entra-se numa viagem de fantasia, de contos e de lendas que ainda não se perderam na memória de gerações, que nos embalam e nos levam para recordações longínquas.
Convencido de todo este prazer que a leitura proporciona, ponho, sempre que posso, os meus alunos a ler, ou seja, tento promover o desejo de ler e de criar hábitos de leitura através da biblioteca de turma. E, assim, cheio de curiosidade, tenho-lhes perguntado o que significa para eles ler.
Ao que eles vão respondendo:
Ler é... fascinante, fantástico, importante, romântico, agradável, interessante; é prazer, magia, alegria, emoção, entusiasmo; é sonhar, inventar, imaginar, recordar...
Ler é... divertido; é poesia, curiosidade, aventura; é conhecer histórias, aprender, estudar, ter ideias, passar o tempo, pensar...
Estava ou não estava o senhor enganado? Digam lá, se vale ou não a pena ler e pedirmos aos livros que nos contem os segredos que têm guardado para nós? Claro que vale!
Vamos, então, descobrir por nós o que os livros têm para nos contar. Vamos ler! Ler é...fixe!
monge

27.9.07

Jazz em tempo de vindimas


Com o regresso das vindimas, o jazz volta a merecer lugar de destaque no Douro e em Trás-os-Montes, resultado da ligação estabelecida desde 2004 entre o Festival Internacional Douro Jazz e a região demarcada mais antiga do mundo. Aliando-se ao espírito festivo das vindimas, com uma estética musical apurada como os melhores vinhos, o festival procura marcar o calendário da região e do país com a ajuda de artistas de grande qualidade, alguns de renome internacional.
A edição de 2007 do Douro Jazz realiza-se em cinco localidades, estendendo-se um pouco por toda a geografia transmontano-duriense. Aos parceiros habituais (o Teatro de Vila Real, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e a Associação Chaves Viva), juntam-se este ano o Teatro Municipal de Bragança e o município duriense de São João da Pesqueira. São 37 concertos repartidos por cinco palcos.
Nesta quarta edição do festival, impõe-se destacar dois nomes míticos do jazz mundial: Donald Harrison e Billy Cobham.


monge

24.9.07

Alegres Madrugares







Nada melhor do que, logo pela manhã, satisfazer o desejo de revigorar o corpo e despertar o espírito!
O parque florestal desta cidade, é, nem mais nem menos, o melhor local para o fazer. Mesmo localizado no coração da urbe, consegue oferecer-nos um pouco da sua Natureza em paz e permite-nos ainda o aconchego de um rio companheiro e o chlirear catraio de abundante passarada.
O que se tem vindo a tornar uma rotina quase diária pelo final da tarde, o dia de hoje é o único que permite estas deambulações matinais, sem contudo não deixar de se ouvir sempre um estranho mas simpático "- Bom dia"!
Retemperada que está a alma, são horas de labutar.
monge

23.9.07

Livros com Bolos


Ler + … os livros dos outros.

Comunidades leitoras.Nada surge por acaso!

Aproveitando o lanço do Plano Nacional de Leitura, enquanto coordenador no ano anterior, agradou-nos a ideia de, entre o nosso departamento, lançar o desafio a todos os elementos de apontarem aquele livro, que de uma forma ou de outra tenha deixado marcas e assim, indicá-lo aos outros. Inicialmente, a ideia seria de afixar uma booklist onde constariam os nomes: do leitor; do livro e do autor. Lista esta que seria afixada e aberta a quem nela quisiesse apor a sua escolha.
A tudo isto se juntou uma sugestão feminina, dando a ideia de que, se aos livros juntássemos chá (hum ... de frutos silvestres!) e bolos teríamos um espaço à quinta-feira de “Livros com Bolos”. E assim ficou, agora já semanalmente e tudo a cargo do leitor. Anunciava-se o evento, faziam-se flyers com informações várias sobre o livro, o autor e outros pormenores interessantes e lá estávamos nós a volta da conversa dos livros. Estando na região do Douro, o tal vinho também marcava presença e desta maneira se aliou o rumor das palavras ao sabor da companhia dos bolos.
Ficaram alguns nomes e títulos sugeridos que se foram juntando na mesinha de cabeceira e de alguns dos quais, aqui daremos resumo.

Boas leituras.

monge

Marcel Marceau

«Para representar o vento temos de nos tornar uma tempestade. Para representar um peixe temos de nos atirar para o oceano».
Au revoir Marcel.

monge

21.9.07

Castelo de Bragança

Bragança é herdeira de do nome de uma basta região do Nordeste de Portugal, com vestígios que remontam aos períodos da Pré-História e da ocupação romana.
D. Sancho I, em 1187, concede-lhe o primeiro foral e, em 1464 recebe de D. Afonso V, o Foro de Cidade. A área da antiga cidade, onde é perceptível a sobreposição de várias épocas, forma um conjunto monumental, com destaque para a cidadela dotada de um sitema defensivo de muralhas que encerram autênticos tesouros arquitectónicos - a Domus Municipalis, a Torre de Menagem, Igreja de Santa Maria, o pelourinho, ...
Panorâmica da zona envolvente do castelo, vista de um miradouro do circuito turístico.


A cidadela.
A companhia do meu Pedro e da "minha" Inês.

Pormenor de muralha.Vista da Torre de Menagem e a Torre da Princesa, que encerra em si uma bela lenda.1Domus Municipalis - outro ex-libris de Bragança, monumento único da arquitectura românica civil na Peninsula Ibérica, do período tardo-medieval. A sua edificação, provavelmente, coincide com a do castelo, por volta do primeiro terço de quatrocentos. Torre de Menagem, Igreja de Santa Maria e Domus Municipalis.
Torre de Menagem, que alberga o Museu Militar.
Fachada da Igreja de Santa Maria.
1 - Para mais informações, consultar: http://www.cm-braganga.pt/ e http://www.bragancanet.pt/ .
E eis-nos cumprido o dever de atribuir o prémio, a quem, com a devida justiça o mereceu.
Aqui ficam então, algumas fotografias tiradas este Verão, de um dos mais belos castelos de Portugal.
monge

20.9.07

Viagem ... I

A andorinha acabara os seus preparativos de viagem.
Nervosa, ao pé dos seus filhos, aguardava as companheiras, porque a viagem era colectiva, e batia as asas como a querer certificar-se do seu bom funcionamento. A uma curta distância, um cisne permanecia silencioso, olhando para as águas que o sustinham. Nunca trocara palavra com ele, porque o cisne jamais levantara a cabeça para a fixar e também não podia perder o seu tempo a conversar com alguém que não lhe ligasse importância. Mas desta vez, enquanto esperava as companheiras, resolveu passar o tempo, dizer-lhe fosse o que fosse. E um pouco à toa principiou:
- Quer vir passear connosco?
- Não gosto de viajar.
- Por que razão meu amigo? Viajar encanta, instrui! Voar pelo azul! Vermos raças diferentes, países, outras paisagens! Venha daí, há-de gostar!
- Não insista, minha amiga.
- Quer dizer que não gosta de voar?
- Tenho bom senso, felizmente, das minhas necessidades.
E acrescentou sem se mexer:
- Quem viaja pouco adianta. Tudo está dentro de nós.



António Botto, Contos


Foi este delicioso texto que serviu de base à ficha de avaliação diagnóstica para os alunos de 5º ano na minha escola.
monge

16.9.07

Quebra-Cabeças

Descobrir, numa só palavra, o significado comum entre estas duas imagens:

Título original: LES PUTAINS DU DIABLE.(Último título pousado na mesinha de cabeceira).

Fotografia tirada em Agosto último, entre muralhas do castelo de Bragança, no contexto de uma actividade inserida nas festas da cidade.

O premiado será contemplado com um conjunto de fotos do magnífico castelo.
monge

15.9.07

Tempo de vindimas.


"A vindima requer braços e madrugadas. Sol e poesia!" Nem mais, Eremita!

Chegado Setembro é tempo de lavar as pipas para que fiquem devidamente "entouradas" de maneira que se tornem aptas a receber o nectar da colheita que se avizinha.
Participar numa vindima, é realmente uma oportunidade única para recriar ou reforçar laços antigos que, com o passar dos anos se aliam à experiência e saberes feitos, refeitos e novamente reinventados, porque é desta forma que a História continua.
Realmente, o dia das vindimas é um dia que começa bastante cedo, para que, por todos, a faina seja breve e assim evitar o sol abrasador que fustiga a vontade daquelas gentes. Não é tempo de horas lentas nem suaves, torna-se necessário conjugar esforços para que, numa actividade frenética se viva ao ritmo de ver a vinha despida de toda a força que a Natureza se encarregou de bafejar.
A vindima torna-se um acontecimento social muito significativo, porque é comum os familiares serem convidados a participar, o que geralmente é aceite de bom grado, agora por três gerações. Ao ritmo do trabalho, com a conversa nasce a vontade de partilhar experiências e recordar memórias vividas, por vezes repetidas de outras vindimas passadas.
Com os corpos já redobrados de cansaço, chega a hora da merenda que, regra geral, a minha tia faz sempre questão de se esmerar e oferecer uns deliciosos petiscos para retemperar as forças perdidas. Ao costumeiro bacalhau frito, à entremeada grelhada, ao salpicão e ao queijo, este ano juntaram-se uns morenos rojões e umas deslumbrantes alheiras tardias, juntamente com as respectivas azeitonas e a cebola crua salpicada de sal grosso. E tudo muito bem regado, claro está. Numa apetecida sombra, em volta da mesma causa, a amena conversa continua já com os mais velhos a deitar contas a quilos e a litros, sabedores de uma arte que não envelhece.
Se num instante fosse possível, com o horizonte aberto em todo o seu esplendor, onde quer que se esteja, seria fácil e imediatamente apelativo fazer parte de todo este imaginário e desta forma, encher o espírito e surpreendermo-nos com o que nos entra olhos adentro.
Por momentos, sentimo-nos parados no tempo e esquecidos no mundo.
Pois, mas falta esmagar as uvas e lavar os "cestos" (tinas) porque só ai termina a vindima.
À noite, de volta ao lagar e porque o vinho requerer calor, à velha maneira antiga com os pés descalços, trata-se de "trabalhar" todo aquele mosto que se vai provando molhando lá o dedo para ir descansando a conversa e alvitrar algumas previsões.
De regresso a casa, estafados e contentes, deitamo-nos com a satisfação do dever cumprido e quase com a audácia de poder exigir a lua.
monge



14.9.07

"Não sei o que o quero! Serà grave doutor?...

Confesso-lhe que nunca o soube. Não é por falta de não querer sabêlo: Procuro-o desesperadamente mas em vão. Chego a pensar que nunca o saberei, ao ponto de duvidar se quero saber aquilo que não sei se quero e se é realmente indispensável sabê-lo! Por outras palavras, doutor: o meu problema não é não saber o que quero, mas saber tão se quero. Posto que as coisas acontecem independentemente da minha vontade, ainda que possa ser "virtualmente" responsàvel pela realidade, é legitimo questionar a minha liberdade. Somos livres no fundo de aceitar o que nos é dado - o acaso. Esse é o primeiro passo: acolher. O segundo é escolher. Colher no mundo...mas o quê? A razão desta indecisão reside na indistinção entre tudo e nada. Falta de visão ou ausência de vontade? Não sei doutor. Talvez imaginação fértil ou cegueira... Tenho toda a vida para duvidar e por favor, não me receite certezas contra esta ilusão..., que é a minha lucidez!

Desculpe a maçada doutor. Boa tarde!"
eremita

13.9.07

MALDITOS!



NÃO SOU PESSOA DE GRANDES ÓDIOS, MAS GARANTO-VOS QUE ODEIO VIRUS!!!


POR ISSO, AQUI O AMIGALHAÇO ANDA UM BOCADO ATARANTADO. MALDITOS!
monge

7.9.07

por tudo e por nada

Vai ser fim-de-semana de vindimas (Já? Sim, porque na Terra Quente vindima-se cedo, devido a elevada graduação das uvas). Fica a promessa de vos trazer uns deliciosos cachos de Moscatel, de Mourisco, de Formosa, de Rabigato e de outras castas com nomes locais bem característicos, assim como o cheiro do mosto impregnado em todos os poros das sensações.
Entretanto, para tornar a coisa menos sério e descontrair um pouco o fim-de-semana deixo-vos as seguintes afirmações que foram retiradas de diversas provas globais:

Biologia

"A respiração anaeróbia é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos."
"As plantas distinguem-se dos animais por só respirarem à noite."
"Os crustáceos fora de água respiram como podem."
"Carácter sexual secundário são as modificações morfológicas sofridas por um indivíduo após manter relações sexuais."
"A insónia consiste em dormir ao contrário."
"Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for
empalhado.'
"O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia."
"Os ruminantes distinguem-se dos outros animais porque o que comem, comem duas vezes."
"As aves têm na boca um dente chamado bico."
"O Sol dá-nos luz, calor e turistas."
"A principal função da raiz é enterrar-se."
"O vento é uma imensa quantidade de ar."

História

"O objectivo de uma Sociedade Anónima é ter muitas fabricas desconhecidas."
"Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo envenenavam-se."
"As múmias tinham um profundo conhecimento de anatomia."
"A arquitectura gótica notabilizou-se por fazer edifícios verticais."
"A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo."
"A harpa é uma asa que toca."
"Péricles foi o principal ditador da democracia Grega."
"Os Egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor."

Geografia

"O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes afogavam-se dentro de água."
"O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades."

Geologia

'Terramoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas."

Química

"Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigénio."
monge

6.9.07

Vilar de Mouros

Quem não gosta de oferecer presentes?Pois eu gosto. Já neste século, tenho decidido oferecer a mim mesmo umas idas ao festival de Vilar de Mouros, devido ao facto deste evento coincidir, aproximadamente, com a data do meu aniversário. Após um ano de trabalho, nada melhor do que uma escapadela até àquelas bandas para descomprimir e até agora tem-se revelado um magnífico presente. Acho que mereço!
Já era para ter postado sobre este assunto há mais tempo, e tinha pensado fazê-lo num tom furioso, aquando da notícia do cancelamento surpresa da edição deste ano , depois de várias bandas já agendadas e outros nomes sugeridos. Tinham-se esboroado 36 anos de sonhos e a interrupção do mais antigo festival português, isto tudo por falta de entendimento das partes envolvidas. Mas ontem, uma notícia no DN despertou-me novo interesse e agora apeteceu-me fazer este post com outro alento.
" Maestro convidado para reanimar Vilar de Mouros". Sim senhor, gostei.
Ao que parece, a Câmara de Caminha terá contactado o maestro Vitorino de Almeida e esta escolha pretende ter em conta a reactivação do espírito de origem do festival, além do maestro ter estado ligado às duas primeiras edições do festival, dos quais foi um dos directores artísticos.
Este festival teve a sua primeira edição em 1971, quando António Augusto Barge, num sonho de modernidade teve a feliz ideia de organizar este evento na paradisíaca aldeia minhota, com um alinhamento musical muito variado, desde o folclore, bandas filarmónicas, fado, pop, jazz,rock, e com 30.000 pessoas a assistir. Logo na primeira edição e nas outras que se seguiram, tocaram grandes nomes do panorama musical estrangeiro e os nomes mais sonantes da nossa música.
Se tudo não passar de palavras vãs, quero acreditar que Vitorino de Almeida é bem capaz de retornar à génese do festival e recuperar o carisma que sempre o caracterizou e em 2008, quem sabe, o woodstock português regressará a Vilar de Mouros, aldeia que com os seus encantos lhe dára o toque natural de complementariedade. Haja Maestro.
monge
poder-se-á ver o cartaz principal de cada uma das edições.

2.9.07

Bruxarias, feitiços ... e outros castiços

Hoje foi dia de passeio. Após insistência de vários anos, lá fomos até Vilar de Perdizes, viagem tantas vezes adiada, por ter coincidido consecutivamente com a Festa do Avante (há que fazer opções). Nem há muita coisa para dizer, não porque não tivesse havido interessante ou curiosidade, mas sim porque a gente era tanta, estava um calor infernal e já estavam as tropas todas a reclamar. Sinceramente gostaria de ter visto tudo aquilo com muito mais tempo e mais atentamente. Além de que, do que vi, achei a aldeia muito interessante mas da qual não vou falar porque quero lá voltar com outros olhos.
Lá se realizou então o XXI Congresso de Medicina Popular, com uma série de expositores, desde produtos comestíveis, produtos da terra (chás, licores, doçaria, artesanato (e que artesanato!), etc) e as barracas com cristais, incensos, óleos, velas e as várias terapias, das quais são tantos os nomes que não conseguia aqui de certeza, enumerá-los. Encontramos massagistas, astrólogos, cartomantes, espíritas, muitos Prof.'s e até a Simara. As especialidades? Ui, essas são outras tantas que não há maleita que não tenha cura: mal de inveja, mau olhado, azar, falta de sorte (irra, um mal nunca vem só) problemas de saúde, forças energéticas, assuntos judicias (hum, dá jeito), eu sei lá ...
As consultas, bem as consultas vão variando: 25, 30, 35 euros. Depende.
Quando me disseram:
- Até gostava de experimentar uma coisa dessas.
- Preferia comprar um presunto.
Seja com for, é um certame que, ao longo dos anos tem vindo, cada vez mais, a gozar de muito sucesso e de enorme afluência do público. Ainda bem. Será caso para dizer: No creo en brujas, pero que las hay, las hay.


Para quem tiver algum interesse: www.padrefontes.com
monge
Humor espanhol!
LEEDLO Y PASAD 5 MINUTOS DE RISA...(MERECE LA PENA)...Y LOS CHICOS QUE LO TIENEN TAN FACIL.
Mi mamá era una fanática de los baños públicos. De chiquita me llevaba al baño, me enseñaba a limpiar la tabla del inodoro con papel higiénico y luego ponía tiras de papel cuidadosamente en el perímetro de la taza. Finalmente me instruía: "Nunca, nunca te sientes en un baño publico" Y luego me mostraba "la posición" que consiste en balancearte sobre el inodoro en una posición de sentarse sin que tu cuerpo haga contacto con la taza. Eso fue hace mucho tiempo. Pero aun hoy en nuestros años más maduros,"la posición" es dolorosamente difícil de mantener cuando tu vejiga está que revienta. Cuando "tienes que ir" a un baño publico, te encuentras con una cola de mujeres que te hace pensar que los calzones de Brad Pitt están a la venta y a mitad de precio. Así que esperas pacientemente y sonríes amablemente a las demás mujeres que también están discretamente cruzando las piernas. Finalmente te toca tu turno. Verificas cada cubículo por debajo para ver si no hay piernas. Todos están ocupados. Finalmente uno se abre y te lanzas casi tirando a la persona que va saliendo. Entras y te das cuenta que el picaporte no funciona (nunca funciona); no importa... Cuelgas tu bolso del gancho que hay en la puerta, y si no hay gancho (nunca hay gancho), te lo cuelgas del cuello mientras miras como se balancea debajo tuyo, sin contar que te desnuca la correa que te colgaste al cuello, porque el bolso está lleno de mierdas que fuiste tirando adentro - la mayoría de las cuales no usas, pero que las tienes por si acaso - . Pero volviendo a la puerta... como no tenía picaporte, solo tienes la opción de sostenerla con una mano, mientras que con la otrade un tirón te bajas las bragas y tomas "la posición"... Alivio...... AAhhhhhh.... Mas alivio... Ahí es cuando tus muslos empiezan a temblar.... Te encantaría sentarte, pero no tuviste tiempo de limpiar la taza ni la cubriste con papel, así que te quedas en "la posición" mientras tus piernas tiemblan tan fuerte que registrarían 8 en la escala de Richter, sin contar la salpicada finiiiiiita del chorro se que pega en la loza y que ¡¡¡te moja hasta las medias!!! ¡¡¡que seguramente se va a notar!!! Para alejar tu mente de esa desgracia, buscas el rollo de papel higiénico peroooo, ¡joooooder...! el rollo esta vacío...! Tus piernas tiemblan cada vez más. Recuerdas el pedacito de papel con el que te limpiaste hace un rato la nariz. Eso tendrá que ser suficiente. Lo arrugas de la manera mas esponjada posible. Pero es más pequeño que la uña de tu dedo y encima todavía esta mojado de moco... En eso, alguien empuja la puerta de tu baño y como el cerrojo no funciona recibes tremendo bandazo en la cabeza. Les gritas caliente: ¡¡¡ OCUPADOOOO !!!", mientras continúas empujado la puerta con tu mano libre y el pedacito de kleenex que tenías en la mano se te cae exactamente en un charquito que hay en el suelo y no estás segura si es agua o meao.... y te vas de espalda y te caes sentada en el inodoro. Te levantas rápidamente, pero ya es demasiado tarde, tu culo ya entró en contacto con todos los gérmenes y formas de vida del asiento porque TU nunca lo cubriste con papel higiénico, que de todos modos no había, aún cuando hubieras tenido tiempo de hacerlo. Sin contar el golpe en la cabeza, el desnuque con la correa del bolso, la salpicada del chorro en las piernas y en las medias, la que te conté, que todavía esta mojada... el recuerdo de tu mamá que estaría avergonzadísima de ti, si supiera; porque su culo nunca tocó el asiento de un baño público, porque francamente, "tu no sabes qué clase de enfermedades podrías agarrar ahí". Pero la debacle no termina ahí... ahora el sensor automático del baño está tan confundido que suelta el agua como si fuera una fuente y manda todo al colector con tal fuerza que te tienes que agarrar del tubo que sostiene el papel de baño (cuando hay) por miedo a que te vaya a chupar y vayas a aparecer en la China. Aquí es cuando finalmente te rindes. Estás empapada por el agua que salió del baño como fuente. Estás exhausta. Tratas de limpiarte con un celofán de un chicle Adams; luego sales inconspicuamente al lavamanos. No sabes cómo funcionan con los sensores automáticos así que te limpias las manos con saliva, te las secas con una toalla de papel y sales pasando junto a la línea de mujeres que aun están esperando con las piernas cruzadas y en estos momentos eres incapaz de sonreír cortésmente. Un alma caritativa al final de la línea te dice que vas arrastrando un trozo de papel higiénico (pegado a tu zapato) ¡¡ del largo del río Mississippi...!!... Arrancas el papel del zapato, lo depositas rudamente en la mano del alma caritativa que te dijo que lo traías pegado y le dices suavemente: ¡¡¡ Toma... puedes necesitarlo...!!!" y sales. En este momento ves a tu chico que ha entrado, usado y salido del baño de hombres y que tuvo tiempo de sobra para leer Guerra y Paz mientras te esperaba. "¿Por qué tardaste tanto?" te pregunta azorado. Aquí es cuando le das una patada en los huevos y lo mandas a tomar por el culo. Esto esta dedicado a las mujeres de todas partes que han tenido que usar un baño público. Y finalmente os explica a vosotros, hombres, porqué nosotras tardamos tanto...

(autor anònimo)
eremita