30.6.08

Ana Carolina - Quem de Nós Dois

estranhamente, parece que todas as coisas andam perdidas ...

Acredite-se desde já que as previsões astrológicas aqui não entram. No entanto, por vezes leio (toda a gente lê, porra) as previsões de tempos passados e acabo por concluir da natureza (universal para todos) universal, sim ... que deveria estar presente sempre que um de nós respirasse. Só por isso, valeria a pena. (Às escuras!)

27.6.08

A Memória das Pedras

Ansiedade


Quero chorar!
Recordar as saudades da madrugada.
Resplandecente amanhecer!
Quero recordar!
Chorar antecipadamente a alvorada.
Quero o choro revivido.
Quero madrugar.
Quero amanhecer.


monge

26.6.08

10,000 Maniacs -- Because The Night

E uma coisa leva à outra.

Falta de tempo ...


Vide, os dois últimos versos do soneto 83 in "Os Lusíadas". Canto IX.

21.6.08

De súbito ...



O Pá ...

A Minho ...

O Pedro ...

Num súbito e raro momento de inspiração, o Pedro de um só rasgo fez isto.

Mas falta aqui o Manel!

Hoje foi fixe! Eu, o Manel e o Pedro fomos ouvir Mariachi Tequilla ao ar livre; vimos os bólides que correm aqui no circuito e comemos umas farturas sentados na relva ... e uns finos. Tão bom!

Ainda hesitei ... mas não pude controlar: o meu Pedro foi o único aluno da turma a ter a menção de A (Muito Bom) nas provas de aferição de Língua Portuguesa e Matemática. Boa, Pedro!

15.6.08

Fantasiar

O que nos faz fantasiar?

O sucesso? O dinheiro? O carro de sonho ou o parceiro ideal?
Mais não resta concluir de que, as fantasias têm de ser irrealistas! No preciso momento em que são concretizadas deixamos de as desejar e para que possam continuar a existir, o desejo deverá ter o seu objecto eternamente ausente.
Viver somente segundo os nossos desejos poderá não nos fazer felizes. Para sermos plenamente humanos, devemos tentar viver com base em ideias e ideais e não medir a nossa vida por aquilo que alcançamos em termos de desejos. Devemos, itensa e aleatoriamente, deixarmo-nos sentir vivos por aqueles pequenos momentos de racionalidade, de compaixão e de trizteza. A única forma de medirmos o significado da nossa vida é vivê-la!

13.6.08

yael naim - new soul

Som surripiado num agradável canto branco escuro. Muito bom!

8.6.08

Mouleskine

Asturies

Catedral de Oviedo

Enseada de Gijon

Catedral de Covadonga

Santa Cueva, donde ...

... se preparou para iniciar a luta da reconquista da Península contra a moirama.


Pormenor dos Picos de Europa

Bed - Hotel los Acebos (Arriondas)
Food - Sidreria ACBU (Canas de Onis) : fabada asturiana; entrecote de buey; creme de maçana con avelana; (mucha) sidra (tudo ao som de Supertramp, Pink Floyd e outros dos 60's)
People - O people do hotel pareceu-me indiferente e distante; o do restaurante afável e o guia
muito atencioso e conversador nato.
Sights - Bem, a paisagem é qualquer coisa de cortar a respiração. O verde, a abundância de água, os rebanhos pelas encostas fora e a fauna selvagem que por ali prolifera. Os montes, os
altos montes contribuem para acentuar a nossa pequenez.

2.6.08

Mosteiro de S. João de Tarouca

Quem ainda não fez, aconselho vivamente que faça uma visita ao Mosteiro de S.João de Tarouca.

Julgo que, já em Março, ao chegar ao shopping Dolce Vita Douro, dou de caras com uma delegação da Câmara Municipal de Tarouca promovendo uma petição, à cata de assinaturas para enviar à Assembleia da Republica, onde é pedido para que o dormitório do Mosteiro de São João de Tarouca possa ser transformado num hotel. Sem hesitações, disse logo e redondamente que não.

Este majestoso conjunto monástico, o primeiro da Ordem de Cister a ser construído em Portugal (séc.XII) encontra-se na posse administrativa do IPPAR que, pelo qua tenho visto, pouco mais fez do que ir deixando ruir algumas paredes do dormitório. A igreja ainda se conserva em muito bom estado e representa na integra os ideiais de simplicidade da arquitectura daquela ordem e conserva-se ainda todo o recinto envolvido pela cerca do convento. Apesar da visão de ruinas que o mosteiro hoje nos apresenta, no entanto, poderá realizar-se o enquadramento da sua construção inicial.

Embora venham dizer "os especialistas" que, a sua recuperação representa uma mais-valia para a região e que deva ser "fruido pelas pessoas", não vejo por que motivo o IPPAR não prossiga as escavações e planeie o seu restauro. Se mesmo assim, muitas pessoas o visitam, julgo que restaurado seria muito mais concorrido.

Tendo escolhido a Ordem de Cister como motivo de estudo para a dissertação, tal opção permitiu-me uma visita a quase todos os mosteiros cistercienses a Norte do Douro. Isto para dizer que, outros especialistas argumentam com o exemplo da recuperação e transformação do Mosteiro de Bouro (Amares) em pousada. Pois é. Esse mosteiro foi transformada numa rica pousada, onde muito poucos portugueses lá porão os pés para o "fruir". Com o objectivo de o visitar (e só para visitar, porque os preços da pousada não estão ao meu alcance) por muito favor lá me concederam uma passeata pelos claustros.

Ainda assim, prefiro perder-me vagabundeando livremente pelos ruinas de Tarouca, onde rodeado por algum silêncio ainda sou capaz de retroceder no tempo e imbuir-me de algum espírito que tão bem me sabe e ao qual converti o meu nome.

Obs: Lamento não poder editar aqui as fotos do dormitório, mas à última da hora a memória pregou-me esta partida e perdi-lhe o tino. Fica a promessa de um futuro post.