6.9.07

Vilar de Mouros

Quem não gosta de oferecer presentes?Pois eu gosto. Já neste século, tenho decidido oferecer a mim mesmo umas idas ao festival de Vilar de Mouros, devido ao facto deste evento coincidir, aproximadamente, com a data do meu aniversário. Após um ano de trabalho, nada melhor do que uma escapadela até àquelas bandas para descomprimir e até agora tem-se revelado um magnífico presente. Acho que mereço!
Já era para ter postado sobre este assunto há mais tempo, e tinha pensado fazê-lo num tom furioso, aquando da notícia do cancelamento surpresa da edição deste ano , depois de várias bandas já agendadas e outros nomes sugeridos. Tinham-se esboroado 36 anos de sonhos e a interrupção do mais antigo festival português, isto tudo por falta de entendimento das partes envolvidas. Mas ontem, uma notícia no DN despertou-me novo interesse e agora apeteceu-me fazer este post com outro alento.
" Maestro convidado para reanimar Vilar de Mouros". Sim senhor, gostei.
Ao que parece, a Câmara de Caminha terá contactado o maestro Vitorino de Almeida e esta escolha pretende ter em conta a reactivação do espírito de origem do festival, além do maestro ter estado ligado às duas primeiras edições do festival, dos quais foi um dos directores artísticos.
Este festival teve a sua primeira edição em 1971, quando António Augusto Barge, num sonho de modernidade teve a feliz ideia de organizar este evento na paradisíaca aldeia minhota, com um alinhamento musical muito variado, desde o folclore, bandas filarmónicas, fado, pop, jazz,rock, e com 30.000 pessoas a assistir. Logo na primeira edição e nas outras que se seguiram, tocaram grandes nomes do panorama musical estrangeiro e os nomes mais sonantes da nossa música.
Se tudo não passar de palavras vãs, quero acreditar que Vitorino de Almeida é bem capaz de retornar à génese do festival e recuperar o carisma que sempre o caracterizou e em 2008, quem sabe, o woodstock português regressará a Vilar de Mouros, aldeia que com os seus encantos lhe dára o toque natural de complementariedade. Haja Maestro.
monge
poder-se-á ver o cartaz principal de cada uma das edições.

2 comentários:

monge e eremita disse...

Avé, camarada!
Pronto para essa grande "missa" musical que é Vilar de Mouros? Imagina - crente como sou - que nunca fui a esse santuàrio! Imperdoàvel. Não quero morrer, à imagem do bom muçulmano, sem ir a essa Meca nacional da mùsica, uma vez na vida, pelo menos. Trago a alma hipotecàda nessa promessa. E aproveitar enquanto os ossos ainda aguentam o campismo e outos martirios...libertadores! Tens razão e invejo-te essa fidelidade ao gozo dos sentidos. Não é todos os dias com certeza que se tem a oportunidade de assistir a um festival dessa natureza. Oxalà que dure. Noto que, apesar dos fracos recursos de que dispomos, Portugal vai organizando eventos espetaculares que escusam de corar, pela qualidade, face aos que se realizam "là fora". Motivo de orgulho todas essas iniciativas. Vilar de Mouros, nesse contexto, constitue um acontecimento impar, pela sua històrica particularidade. Woodstock made in Portugal.
Para durar, porque a mùsica é eterna.
"Peace and love!"
eremita

monge e eremita disse...

Salve, amigo e companheiro
pois é camarada, esta notícia deixou-me cheio de alento além de outra tanta curiosidade. Se bem que, ultimamente, e nas edições que eu fui, houve a oportunidade de ver e ouvir grandes nomes da cena musical internacional: bob dylan, neil youg, peter gabriel, ben harper ... até às mais belas vozes femininas mais modernas: macy gray, joss stone, p.j harvey, e outros mais ... além, claro está dos nossos godinhos, xutos, etc, etc ...Mas, curiosamente, encontras muita gente, já autodenominada "cota" que lá vão ainda com o mesmo espírito com que foram nas primeiras edições, que essas sim, abrangiam um leque muito mais diversificado de tipos musicais, para todos os gostos e todas as idades.
Vê lá se articulas as "vacances" para essa altura e sempre lá daremos um salto ... e uns pulos (de alegria) também. E estou certo, que vais adorar o lugar, que eu também quero visitar sem o festival lá.É edílico.
Abraço, sempre forte

monge