21.9.07

Castelo de Bragança

Bragança é herdeira de do nome de uma basta região do Nordeste de Portugal, com vestígios que remontam aos períodos da Pré-História e da ocupação romana.
D. Sancho I, em 1187, concede-lhe o primeiro foral e, em 1464 recebe de D. Afonso V, o Foro de Cidade. A área da antiga cidade, onde é perceptível a sobreposição de várias épocas, forma um conjunto monumental, com destaque para a cidadela dotada de um sitema defensivo de muralhas que encerram autênticos tesouros arquitectónicos - a Domus Municipalis, a Torre de Menagem, Igreja de Santa Maria, o pelourinho, ...
Panorâmica da zona envolvente do castelo, vista de um miradouro do circuito turístico.


A cidadela.
A companhia do meu Pedro e da "minha" Inês.

Pormenor de muralha.Vista da Torre de Menagem e a Torre da Princesa, que encerra em si uma bela lenda.1Domus Municipalis - outro ex-libris de Bragança, monumento único da arquitectura românica civil na Peninsula Ibérica, do período tardo-medieval. A sua edificação, provavelmente, coincide com a do castelo, por volta do primeiro terço de quatrocentos. Torre de Menagem, Igreja de Santa Maria e Domus Municipalis.
Torre de Menagem, que alberga o Museu Militar.
Fachada da Igreja de Santa Maria.
1 - Para mais informações, consultar: http://www.cm-braganga.pt/ e http://www.bragancanet.pt/ .
E eis-nos cumprido o dever de atribuir o prémio, a quem, com a devida justiça o mereceu.
Aqui ficam então, algumas fotografias tiradas este Verão, de um dos mais belos castelos de Portugal.
monge

20.9.07

Viagem ... I

A andorinha acabara os seus preparativos de viagem.
Nervosa, ao pé dos seus filhos, aguardava as companheiras, porque a viagem era colectiva, e batia as asas como a querer certificar-se do seu bom funcionamento. A uma curta distância, um cisne permanecia silencioso, olhando para as águas que o sustinham. Nunca trocara palavra com ele, porque o cisne jamais levantara a cabeça para a fixar e também não podia perder o seu tempo a conversar com alguém que não lhe ligasse importância. Mas desta vez, enquanto esperava as companheiras, resolveu passar o tempo, dizer-lhe fosse o que fosse. E um pouco à toa principiou:
- Quer vir passear connosco?
- Não gosto de viajar.
- Por que razão meu amigo? Viajar encanta, instrui! Voar pelo azul! Vermos raças diferentes, países, outras paisagens! Venha daí, há-de gostar!
- Não insista, minha amiga.
- Quer dizer que não gosta de voar?
- Tenho bom senso, felizmente, das minhas necessidades.
E acrescentou sem se mexer:
- Quem viaja pouco adianta. Tudo está dentro de nós.



António Botto, Contos


Foi este delicioso texto que serviu de base à ficha de avaliação diagnóstica para os alunos de 5º ano na minha escola.
monge

17.9.07

The Sacrifice (Michael Nyman)

A sensibilidade à flor de todos os sentidos. Divino!

O Piano

16.9.07

Quebra-Cabeças

Descobrir, numa só palavra, o significado comum entre estas duas imagens:

Título original: LES PUTAINS DU DIABLE.(Último título pousado na mesinha de cabeceira).

Fotografia tirada em Agosto último, entre muralhas do castelo de Bragança, no contexto de uma actividade inserida nas festas da cidade.

O premiado será contemplado com um conjunto de fotos do magnífico castelo.
monge

15.9.07

Tempo de vindimas.


"A vindima requer braços e madrugadas. Sol e poesia!" Nem mais, Eremita!

Chegado Setembro é tempo de lavar as pipas para que fiquem devidamente "entouradas" de maneira que se tornem aptas a receber o nectar da colheita que se avizinha.
Participar numa vindima, é realmente uma oportunidade única para recriar ou reforçar laços antigos que, com o passar dos anos se aliam à experiência e saberes feitos, refeitos e novamente reinventados, porque é desta forma que a História continua.
Realmente, o dia das vindimas é um dia que começa bastante cedo, para que, por todos, a faina seja breve e assim evitar o sol abrasador que fustiga a vontade daquelas gentes. Não é tempo de horas lentas nem suaves, torna-se necessário conjugar esforços para que, numa actividade frenética se viva ao ritmo de ver a vinha despida de toda a força que a Natureza se encarregou de bafejar.
A vindima torna-se um acontecimento social muito significativo, porque é comum os familiares serem convidados a participar, o que geralmente é aceite de bom grado, agora por três gerações. Ao ritmo do trabalho, com a conversa nasce a vontade de partilhar experiências e recordar memórias vividas, por vezes repetidas de outras vindimas passadas.
Com os corpos já redobrados de cansaço, chega a hora da merenda que, regra geral, a minha tia faz sempre questão de se esmerar e oferecer uns deliciosos petiscos para retemperar as forças perdidas. Ao costumeiro bacalhau frito, à entremeada grelhada, ao salpicão e ao queijo, este ano juntaram-se uns morenos rojões e umas deslumbrantes alheiras tardias, juntamente com as respectivas azeitonas e a cebola crua salpicada de sal grosso. E tudo muito bem regado, claro está. Numa apetecida sombra, em volta da mesma causa, a amena conversa continua já com os mais velhos a deitar contas a quilos e a litros, sabedores de uma arte que não envelhece.
Se num instante fosse possível, com o horizonte aberto em todo o seu esplendor, onde quer que se esteja, seria fácil e imediatamente apelativo fazer parte de todo este imaginário e desta forma, encher o espírito e surpreendermo-nos com o que nos entra olhos adentro.
Por momentos, sentimo-nos parados no tempo e esquecidos no mundo.
Pois, mas falta esmagar as uvas e lavar os "cestos" (tinas) porque só ai termina a vindima.
À noite, de volta ao lagar e porque o vinho requerer calor, à velha maneira antiga com os pés descalços, trata-se de "trabalhar" todo aquele mosto que se vai provando molhando lá o dedo para ir descansando a conversa e alvitrar algumas previsões.
De regresso a casa, estafados e contentes, deitamo-nos com a satisfação do dever cumprido e quase com a audácia de poder exigir a lua.
monge



14.9.07

"Não sei o que o quero! Serà grave doutor?...

Confesso-lhe que nunca o soube. Não é por falta de não querer sabêlo: Procuro-o desesperadamente mas em vão. Chego a pensar que nunca o saberei, ao ponto de duvidar se quero saber aquilo que não sei se quero e se é realmente indispensável sabê-lo! Por outras palavras, doutor: o meu problema não é não saber o que quero, mas saber tão se quero. Posto que as coisas acontecem independentemente da minha vontade, ainda que possa ser "virtualmente" responsàvel pela realidade, é legitimo questionar a minha liberdade. Somos livres no fundo de aceitar o que nos é dado - o acaso. Esse é o primeiro passo: acolher. O segundo é escolher. Colher no mundo...mas o quê? A razão desta indecisão reside na indistinção entre tudo e nada. Falta de visão ou ausência de vontade? Não sei doutor. Talvez imaginação fértil ou cegueira... Tenho toda a vida para duvidar e por favor, não me receite certezas contra esta ilusão..., que é a minha lucidez!

Desculpe a maçada doutor. Boa tarde!"
eremita

13.9.07

MALDITOS!



NÃO SOU PESSOA DE GRANDES ÓDIOS, MAS GARANTO-VOS QUE ODEIO VIRUS!!!


POR ISSO, AQUI O AMIGALHAÇO ANDA UM BOCADO ATARANTADO. MALDITOS!
monge

7.9.07

por tudo e por nada

Vai ser fim-de-semana de vindimas (Já? Sim, porque na Terra Quente vindima-se cedo, devido a elevada graduação das uvas). Fica a promessa de vos trazer uns deliciosos cachos de Moscatel, de Mourisco, de Formosa, de Rabigato e de outras castas com nomes locais bem característicos, assim como o cheiro do mosto impregnado em todos os poros das sensações.
Entretanto, para tornar a coisa menos sério e descontrair um pouco o fim-de-semana deixo-vos as seguintes afirmações que foram retiradas de diversas provas globais:

Biologia

"A respiração anaeróbia é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos."
"As plantas distinguem-se dos animais por só respirarem à noite."
"Os crustáceos fora de água respiram como podem."
"Carácter sexual secundário são as modificações morfológicas sofridas por um indivíduo após manter relações sexuais."
"A insónia consiste em dormir ao contrário."
"Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for
empalhado.'
"O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia."
"Os ruminantes distinguem-se dos outros animais porque o que comem, comem duas vezes."
"As aves têm na boca um dente chamado bico."
"O Sol dá-nos luz, calor e turistas."
"A principal função da raiz é enterrar-se."
"O vento é uma imensa quantidade de ar."

História

"O objectivo de uma Sociedade Anónima é ter muitas fabricas desconhecidas."
"Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo envenenavam-se."
"As múmias tinham um profundo conhecimento de anatomia."
"A arquitectura gótica notabilizou-se por fazer edifícios verticais."
"A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo."
"A harpa é uma asa que toca."
"Péricles foi o principal ditador da democracia Grega."
"Os Egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor."

Geografia

"O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes afogavam-se dentro de água."
"O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades."

Geologia

'Terramoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas."

Química

"Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigénio."
monge

6.9.07

Vilar de Mouros

Quem não gosta de oferecer presentes?Pois eu gosto. Já neste século, tenho decidido oferecer a mim mesmo umas idas ao festival de Vilar de Mouros, devido ao facto deste evento coincidir, aproximadamente, com a data do meu aniversário. Após um ano de trabalho, nada melhor do que uma escapadela até àquelas bandas para descomprimir e até agora tem-se revelado um magnífico presente. Acho que mereço!
Já era para ter postado sobre este assunto há mais tempo, e tinha pensado fazê-lo num tom furioso, aquando da notícia do cancelamento surpresa da edição deste ano , depois de várias bandas já agendadas e outros nomes sugeridos. Tinham-se esboroado 36 anos de sonhos e a interrupção do mais antigo festival português, isto tudo por falta de entendimento das partes envolvidas. Mas ontem, uma notícia no DN despertou-me novo interesse e agora apeteceu-me fazer este post com outro alento.
" Maestro convidado para reanimar Vilar de Mouros". Sim senhor, gostei.
Ao que parece, a Câmara de Caminha terá contactado o maestro Vitorino de Almeida e esta escolha pretende ter em conta a reactivação do espírito de origem do festival, além do maestro ter estado ligado às duas primeiras edições do festival, dos quais foi um dos directores artísticos.
Este festival teve a sua primeira edição em 1971, quando António Augusto Barge, num sonho de modernidade teve a feliz ideia de organizar este evento na paradisíaca aldeia minhota, com um alinhamento musical muito variado, desde o folclore, bandas filarmónicas, fado, pop, jazz,rock, e com 30.000 pessoas a assistir. Logo na primeira edição e nas outras que se seguiram, tocaram grandes nomes do panorama musical estrangeiro e os nomes mais sonantes da nossa música.
Se tudo não passar de palavras vãs, quero acreditar que Vitorino de Almeida é bem capaz de retornar à génese do festival e recuperar o carisma que sempre o caracterizou e em 2008, quem sabe, o woodstock português regressará a Vilar de Mouros, aldeia que com os seus encantos lhe dára o toque natural de complementariedade. Haja Maestro.
monge
poder-se-á ver o cartaz principal de cada uma das edições.

2.9.07

Bruxarias, feitiços ... e outros castiços

Hoje foi dia de passeio. Após insistência de vários anos, lá fomos até Vilar de Perdizes, viagem tantas vezes adiada, por ter coincidido consecutivamente com a Festa do Avante (há que fazer opções). Nem há muita coisa para dizer, não porque não tivesse havido interessante ou curiosidade, mas sim porque a gente era tanta, estava um calor infernal e já estavam as tropas todas a reclamar. Sinceramente gostaria de ter visto tudo aquilo com muito mais tempo e mais atentamente. Além de que, do que vi, achei a aldeia muito interessante mas da qual não vou falar porque quero lá voltar com outros olhos.
Lá se realizou então o XXI Congresso de Medicina Popular, com uma série de expositores, desde produtos comestíveis, produtos da terra (chás, licores, doçaria, artesanato (e que artesanato!), etc) e as barracas com cristais, incensos, óleos, velas e as várias terapias, das quais são tantos os nomes que não conseguia aqui de certeza, enumerá-los. Encontramos massagistas, astrólogos, cartomantes, espíritas, muitos Prof.'s e até a Simara. As especialidades? Ui, essas são outras tantas que não há maleita que não tenha cura: mal de inveja, mau olhado, azar, falta de sorte (irra, um mal nunca vem só) problemas de saúde, forças energéticas, assuntos judicias (hum, dá jeito), eu sei lá ...
As consultas, bem as consultas vão variando: 25, 30, 35 euros. Depende.
Quando me disseram:
- Até gostava de experimentar uma coisa dessas.
- Preferia comprar um presunto.
Seja com for, é um certame que, ao longo dos anos tem vindo, cada vez mais, a gozar de muito sucesso e de enorme afluência do público. Ainda bem. Será caso para dizer: No creo en brujas, pero que las hay, las hay.


Para quem tiver algum interesse: www.padrefontes.com
monge
Humor espanhol!
LEEDLO Y PASAD 5 MINUTOS DE RISA...(MERECE LA PENA)...Y LOS CHICOS QUE LO TIENEN TAN FACIL.
Mi mamá era una fanática de los baños públicos. De chiquita me llevaba al baño, me enseñaba a limpiar la tabla del inodoro con papel higiénico y luego ponía tiras de papel cuidadosamente en el perímetro de la taza. Finalmente me instruía: "Nunca, nunca te sientes en un baño publico" Y luego me mostraba "la posición" que consiste en balancearte sobre el inodoro en una posición de sentarse sin que tu cuerpo haga contacto con la taza. Eso fue hace mucho tiempo. Pero aun hoy en nuestros años más maduros,"la posición" es dolorosamente difícil de mantener cuando tu vejiga está que revienta. Cuando "tienes que ir" a un baño publico, te encuentras con una cola de mujeres que te hace pensar que los calzones de Brad Pitt están a la venta y a mitad de precio. Así que esperas pacientemente y sonríes amablemente a las demás mujeres que también están discretamente cruzando las piernas. Finalmente te toca tu turno. Verificas cada cubículo por debajo para ver si no hay piernas. Todos están ocupados. Finalmente uno se abre y te lanzas casi tirando a la persona que va saliendo. Entras y te das cuenta que el picaporte no funciona (nunca funciona); no importa... Cuelgas tu bolso del gancho que hay en la puerta, y si no hay gancho (nunca hay gancho), te lo cuelgas del cuello mientras miras como se balancea debajo tuyo, sin contar que te desnuca la correa que te colgaste al cuello, porque el bolso está lleno de mierdas que fuiste tirando adentro - la mayoría de las cuales no usas, pero que las tienes por si acaso - . Pero volviendo a la puerta... como no tenía picaporte, solo tienes la opción de sostenerla con una mano, mientras que con la otrade un tirón te bajas las bragas y tomas "la posición"... Alivio...... AAhhhhhh.... Mas alivio... Ahí es cuando tus muslos empiezan a temblar.... Te encantaría sentarte, pero no tuviste tiempo de limpiar la taza ni la cubriste con papel, así que te quedas en "la posición" mientras tus piernas tiemblan tan fuerte que registrarían 8 en la escala de Richter, sin contar la salpicada finiiiiiita del chorro se que pega en la loza y que ¡¡¡te moja hasta las medias!!! ¡¡¡que seguramente se va a notar!!! Para alejar tu mente de esa desgracia, buscas el rollo de papel higiénico peroooo, ¡joooooder...! el rollo esta vacío...! Tus piernas tiemblan cada vez más. Recuerdas el pedacito de papel con el que te limpiaste hace un rato la nariz. Eso tendrá que ser suficiente. Lo arrugas de la manera mas esponjada posible. Pero es más pequeño que la uña de tu dedo y encima todavía esta mojado de moco... En eso, alguien empuja la puerta de tu baño y como el cerrojo no funciona recibes tremendo bandazo en la cabeza. Les gritas caliente: ¡¡¡ OCUPADOOOO !!!", mientras continúas empujado la puerta con tu mano libre y el pedacito de kleenex que tenías en la mano se te cae exactamente en un charquito que hay en el suelo y no estás segura si es agua o meao.... y te vas de espalda y te caes sentada en el inodoro. Te levantas rápidamente, pero ya es demasiado tarde, tu culo ya entró en contacto con todos los gérmenes y formas de vida del asiento porque TU nunca lo cubriste con papel higiénico, que de todos modos no había, aún cuando hubieras tenido tiempo de hacerlo. Sin contar el golpe en la cabeza, el desnuque con la correa del bolso, la salpicada del chorro en las piernas y en las medias, la que te conté, que todavía esta mojada... el recuerdo de tu mamá que estaría avergonzadísima de ti, si supiera; porque su culo nunca tocó el asiento de un baño público, porque francamente, "tu no sabes qué clase de enfermedades podrías agarrar ahí". Pero la debacle no termina ahí... ahora el sensor automático del baño está tan confundido que suelta el agua como si fuera una fuente y manda todo al colector con tal fuerza que te tienes que agarrar del tubo que sostiene el papel de baño (cuando hay) por miedo a que te vaya a chupar y vayas a aparecer en la China. Aquí es cuando finalmente te rindes. Estás empapada por el agua que salió del baño como fuente. Estás exhausta. Tratas de limpiarte con un celofán de un chicle Adams; luego sales inconspicuamente al lavamanos. No sabes cómo funcionan con los sensores automáticos así que te limpias las manos con saliva, te las secas con una toalla de papel y sales pasando junto a la línea de mujeres que aun están esperando con las piernas cruzadas y en estos momentos eres incapaz de sonreír cortésmente. Un alma caritativa al final de la línea te dice que vas arrastrando un trozo de papel higiénico (pegado a tu zapato) ¡¡ del largo del río Mississippi...!!... Arrancas el papel del zapato, lo depositas rudamente en la mano del alma caritativa que te dijo que lo traías pegado y le dices suavemente: ¡¡¡ Toma... puedes necesitarlo...!!!" y sales. En este momento ves a tu chico que ha entrado, usado y salido del baño de hombres y que tuvo tiempo de sobra para leer Guerra y Paz mientras te esperaba. "¿Por qué tardaste tanto?" te pregunta azorado. Aquí es cuando le das una patada en los huevos y lo mandas a tomar por el culo. Esto esta dedicado a las mujeres de todas partes que han tenido que usar un baño público. Y finalmente os explica a vosotros, hombres, porqué nosotras tardamos tanto...

(autor anònimo)
eremita

30.8.07

A Natureza da Felicidade

Eis mais um excelente registo do antropólogo e zoólogo britânico Desmond Morris, mais conhecido pelo seu best-seller "O Macaco Nú" 1, apelido que o autor não hesitou, e muito bem, atribuir ao homo sapiens (sim, nós mesmos), "animalizando-o". Nesta polémica obra, Desmond Morris nunca descurando a perspectiva evolutiva da nossa espécie, revela-nos um importante trabalho de análise e reflexão baseado na partilha de valores e sentimentos que são características comuns dos seres humanos, conseguindo (quanto a mim) demonstrar a sempre presente condição animal, no comportamento fascinante da espécie humana. Esta visão permitiu-me encurtar a distância entre nós e os animais e consequentemente concluir que, quanto mais sei sobre os animais, melhor percebo a nossa raça. É um livro a ter em conta e o qual, julgo que deveria ser de leitura obrigatória, pelo menos no secundário.
Em "A Natureza da Felicidade" o autor trilha novamente a sua vertente antropológica, e procura abordar a questão na perspectiva de que a busca da felicidade é uma das preocupações primeiras do ser humano e o reconhecimento desse facto, é uma aspiração estimulante para todos nós. Deixo-vos com uma passageem deste fascinante livro, assim como algumas definições de felicidade, que mais me agradaram e que o autor recolheu ( mais de centena e meia) de algumas mentes originais.

"A verdadeira natureza da felicidade é, muitas vezes, mal compreendida. É frequentemente confundida com satisfação, contentamento, ou paz de espírito. A forma mais simples de explicar a diferença é descrever o contentamento como a disposição que sentimos quando a vida nos corre bem, enquanto a felicidade é a sensação que temos quando ela melhora subitamente. No preciso momento em que nos acontece algo de maravilhoso, somos invadidos por uma onda de emoção, um sentimento de prazer intenso: uma explosão de puro deleite. Este é o momento em que somos verdadeiramente felizes."

Felicidade = Objectivo de vida: "A felicidade é ... a única coisa para que temos tempo. Não temos tempo para sermos nós próprios." Albert Camus

Felicidade = Atitude: "A felicidade nunca será maior do que a noção que temos dela." Maurice Maeterlinck

Felicidade = Efémera: "A felicidade é tão bela como o arco-íris, esse filho sorridente da tempestade." George Arliss

Felicidade = Esquiva: "A felicidade é como um raio de sol, interceptado pela mais ínfima das sombras." Provérbio chinês

Felicidade = Não se pode procurar: "A felicidade não é alcançada com mais facilidade por aqueles que a procuram directamente." Bertrand Russel
Felicidade = Impossível: "A felicidade não passa de um sonho, e a mágoa é a realidade." Voltaire
Felicidade = Conquista: "A felicidade não é um estado a que se chega, mas um modo de viajar." Margaret Lee Runbeck
Felicidade = Variada: "A felicidade assume tantas formas como o descontentamento."
Phyllis McGinley
Felicidade = Trivial: " A felicidade é ... não antecipar demasiada felicidade." Bernard Le Bovier
Felicidade = Vencer: "A felicidade é ... o sentimento que o poder aumenta." Friedrich Nietzsche
Felicidade = Partilha e Cooperação: "A felicidade nasceu com um gémeo ... todos que procuram a alegria devem partilhá-la." Lord Byron
Felicidade = Sensualidade: "A felicidade é o prazer sem remorsos." Sócrates
Felicidade = Cerebral: "A felicidade é ... isolarmo-nos na arte e considerar tudo o resto nada" Gustave Flaubert
Felicidade = Racionalidade: "A felicidade (do povo) é a abolição da religião" Karl Marx
Felicidade = Negativa: "A felicidade é o intervalo entre períodos de tristeza" Don Marquis
Felicidade = Tranquilidade: "A felicidade é uma submissão tranquila a uma ilusão agradável" Laurence Sterne
Felicidade = Inocência: "A felicidade é ... uma consciência tranquila" Edward Gibbon
Felicidade = Estupidez: "A felicidade é ... o estado sereno e pacífico de ser um idiota entre patifes" Jonathan Swift
Felicidade = Fantasia: "A felicidade é ... sairmos de nós próprios e ficarmos no exterior" Henry James
Felicidade = Irracional e Imaginativa: "A felicidade é um ideal da imaginação e não da razão" Immanuel Kant
Felicidade = Sorte: "A felicidade provavelmente não passa de um acidente" Anónimo
Felicidade = Sem qualificação: "A felicidade é ... um hipotálamo desinibido"
E para rematar ... " Em Hollywood, se não temos felicidade, encomendamo-la." Rex Reed
Ao que parece, todos nós, de uma forma ou de outra, podemos ser felizes! Mas será que o somos verdadeiramente?
Estarmos vivos o suficiente para nos apercebermos de que realmente precisamos de ser felizes já é uma benção. Felizmente.
A propósito, estamos abertos a sugestões, para uma tentativa de definir felicidade.

monge

1 Morris, Desmond. O Macaco Nú. Publicações Europa América.
E por falar em Neruda: ATAHUALPA YUPANQUI (poeta/cancioneiro argentino nascido a 31 de Janeiro 1908 e falecido a 14 de Novembro de 1990)

CANCION PARA PABLO NERUDA (Atahualpa Yupanqui) Pablo nuestro que estás en tu Chile, Viento en el viento. Cósmica voz de caracol antiguo. Nosotros te decimos, Gracias por la ternura que nos diste. Por las golondrinas que vuelan con tus versos. De barca a barca. De rama a rama. De silencio a silencio. El amor de los hombres repite tus poemas. En cada calabozo de América un muchacho recuerda tus poemas. Pablo nuestro que estás en tu Chile. Todo el paisaje custodia tu sueño de gigante. La humedad de la planta y la roca allá en el sur. La arena desmenuzada, Vicuña adentro, en el desierto. Y allá arriba, el salitre, las gaviotas y el mar. Pablo nuestro que estás en tu Chile. Gracias, par la ternura que nos diste.

EL POETA Tu piensas que eres distinto Porque te dicen poeta, Y tienes un mundo aparte Mas allá de las estrellas. De tanto mirar la luna Ya nada sabes mirar. Eres como un pobre ciego Que no sabe adónde va. Vete á mirar los mineros, Los hombres en el trigal, Y cántale a los que luchan Por un pedazo de pan. Poeta de tierras rimas, Vete á vivir a la selva, Y aprenderás muchas cosas Del hachero y sus miserias. Vive junto con el pueblo, No lo mires desde afuera, Que lo primero es ser hombre, Y lo segundo, poeta. De tanto mirar la luna...

JUAN Canción (A. Yupanqui - Pablo del Cerro)
Sembrando la tierra, Juan se puso á considerar: ¿Por qué la tierra será del que no sabe sembrar? Le pido perdón al árbol cuando lo voy á tronchar. Y el árbol me dijo un día ¡Yo también me llamo Juan! Tuve en mis ramas un nido. Yo sé que se salvarán. Los pájaros siempre vuelan. Yo, nunca aprendí á volar. Triste es la vida del campo, arar, sembrar, y esperar El verano, y el otoño, y el invierno... todo igual. Quizá pensando, pensando, un día aprenda á volar . . .

http://www.sreyes.org/atacancionero.htm

para ouvir!

eremita

23.8.07

O Carteiro ...do nosso contentamento

Numa tentativa de exorcizar a raiva contida para com o tal carteiro, vi-me na obrigação de (re)rever o Carteiro de Pablo Neruda (Il Postino), este sim, o verdadeiro carteiro metafórico. Eleito por mim como um dos melhores filmes de sempre, guardo-o como tal e não me canso de o ver.
Filme de uma beleza plástica rara, narra o percurso do carteiro Mario Ruoppolo que vê a sua vida meio perdida despertar com a chegada de Pablo Neruda, cujo exílio político o obriga a refugiar-se na ilha de Cala di Sotto. Quando se torna amigo do famoso poeta chileno, Mario não perde ocasião para tentar perceber as suas palavras, as quais lhe vão permitir elaborar metáforas (metafori), compreender ideias poéticas e permitir-lhe a autonomia de reenvindicar. E Mario assume esta atitude em todos os sentidos, dizendo mesmo que os poemas de Neruda também eram seus porque lhe tinham despertado emoções:

-" A poesia não é de quem a escreve mas sim de quem precisa dela".


Desta forma Mario consegue entender que o verdadeiro significado da poesia está no despertar de emoções e na inquietação que nos provoca, sentimentos que só a quem a lê dizem alguma coisa.
"O poeta é uma alma grande e generosa ...que fala de maneira diferente". Mario tenta dizer a Neruda que as palavras poeticas são tão simples que a ele próprio já lhe aconteceram só que "...nunca seria capaz de as dizer". Neruda procura consolar o carteiro assegurando-lhe que a poesia não se explica mas sente-se, porque a explicação da poesia significa a morte do poema e "...quando explicada a poesia torna-se banal".

Evidentemente que o filme não é só isto, é também recheado de outros inúmeros atributos: o argumento, a fotografia, banda sonora, actores secundários, etc. Absolutamente delicioso!
No entanto, o que mais me fascina é a magnífica interpretação de Massimo Troisi (Mario Ruoppolo) que consegue emprestar ao personagem uma ingenuidade desconcertante e uma melancolia tal, deixando-me confuso na distanção entre o real e o imaginário.
Acrescentado algumas informações paratextuais sobre o filme, o actor Massimo Troisi morreu logo após as filmagens não desfrutando do enorme sucesso alcançado com o seu desempenho, o qual lhe valeu um Óscar a título póstumo. Por isso, algumas das filmagens do seu personagem são muitas vezes realizadas estando ele sentado ou parado, isto porque a sua débil condição física de outra forma não permitia. Paz à sua alma.


Título Original: "Il Postino" (1994); Realização: Michael Radford; Actores: Massimo Troisi, Philippe Noiret, Maria Grazia Cucinotta.

monge

22.8.07

O Carteiro ... do meu descontentamento

Todos nós sabemos que a praia não é nenhum eterno descanso. Há sempre algo, que de uma forma ou outra, se pode tornar incomodativo: seja o vento desagradável, seja a pegajosa areia ou os barulhos circundantes. Putos a gritar, bebés a chorar, conversas paralelas, música a tocar, ainda vá que não vá. Agora, um carteiro de férias?! Garanto-vos que é deveras insuportável!
Numa outra praia que costumo frequentar, pequenina e bem apessoada, certa manhã, ainda com alguma indolente sonolência, lá se cumpriu o ritual de ajeitar o nosso cantinho. Sombra espraiada, toalhas estendidas, corpos oleados, estava na hora da leitura das notícias. Mal começamos a deitar os olhos sobre as folhas do jornal, eis que toca um telemóvel mesmo à minha esquerda.
O que se passou a seguir é de um assombroso realismo!
Era então um solícito carteiro que se encontrava de férias e de muito bom grado, não parava de dar indicações minuciosas sobre as moradas dos destinatários ao seu substituto, mas tudo isto com uma enervante voz megafónica.
- Segues sempre e quando chegares ao fim da recta, é ai, ao pé dos bancos de madeira, onde as pessoas se costumam sentar (pormenor delicioso).
Lá se iam seguindo as intermináveis indicações, e por mais que não se quisesse não podiamos deixar de nos imaginar sentados ao lado do carteiro substituto a percorrer todos os recantos lá para os lados de Santiago (?).
- Vá lá, diz mais!
- ...
- Na, não incomodas nada. (Nadinha!)
Já a paciência começava a dar sinais de saturação, quando de repente:
- Ao passares a ponte, viras no cruzamento à esquerda e é logo a seguir ao café daquela boazona.
- ...
- Sim, aquela mamalhuda.
Boazona mamalhuda?? Credo! Não há imaginação que suporte tamanha descrição. Basta! Vamos à água para ver se arrefecemos os ânimos, ou ainda desgraçamos a vida. Pois a vontade era arrancar o guarda-sol e dar umas valentes bordoadas àquele carteiro.
Ainda houve um dia ou outro que voltamos a dar de caras com o dito senhor, mas apesar de pequenina, lá conseguimos arranjar um cantinho ... na outra ponta da praia.
monge

17.8.07

THE STRAGLERS
The very best of!
Ai estão eles de novo! Mais propriamente, uma colectânea destes míticos dos anos 80. Quem não ouviu os Stranglers? Lembro-me que foi uma das minhas primeiras paixões musicais, na minha adolescência. Alguém me tinha gravado, na altura, uma k7 (relíquia doutros tempos) com varias musicas. Uma delas era o "golden brown" dos Stranglers. Uma balada inesquecivel! Constato que não tem uma ruga, contrariamente a mim! Ouvia-se também os Pink Floyd, Stones, ACDC e outros Queen dum reino maravilhoso e apaixonante
à "la folie" e "always de sun" nesse re-canto da memoria!...

PEACHES, altamente refrecantes...
eremita

11.8.07

Pierre Rabhi
Deambulando pela livraria, como é meu costume - vaguear pelo mundo- tropecei visualmente neste livro que comecei desde logo a ler. assim encontros na vida, fortuitos - os verdadeiros encontros são sempre fortuitos, o resto são desencontros com hora marcada - que nos conciliam com o acaso. Achei o titulo do livro - "itinerário dum homem ao serviço da terra-mãe" - sugestivo, e a expressão do olhar do autor, na cobertura, convidativo. Logo no prefácio : "Tantos exploradores europeus relataram as suas aventuras através dos continentes que não lhes pertenciam, porquê eu, africano, não darei conta do meu itinerário quase forçado através do continente material e cultural da nação francesa?" Boa pergunta, e será interessante acompanhar este africano, de confissão muçulmana e de dupla cultura, pelas nossas cidades, que ele considera um caos, à imagem do modelo policitco e económico ocidental, cuja insustentabilidade está mais que provada. Reivindica por isso, na esteira dos "altermundalistas" e outros anti liberais, um regresso urgente à terra mãe, às origens. No fundo, profeta duma espiritualidade concreta, professa o reencontro do homem com a natureza e consigo próprio. Uma tentativa de resgate duma humanidade à deriva!...

naturalmente,
eremita

7.8.07

Bola de Berlim!!!

Preferindo sobremaneira o fumeiro e os queijos curados, digo já que não sou grande apreciador de doçaria e garanto que, as bolas de berlim que agora se vendem nas praias, são dos poucos bolos que como ao longo do ano. Ainda assim, tornei-me cliente habitual de um dos vendedores, de entre uma boa meia dúzia deles que enxameiam uma das praias que frequento há já algum tempo. Parecendo que não, após umas boas braçadas ou uns longos passeios à beira-mar, uma bola de berlim cai que nem ginjas, mesmo que nos assalte o remorso (passageiro) de sabermos da sua elevada constituição calórica.
Mal se chega à praia ai estão eles de marmita às costas a inundar o areal e anunciar a dita nos mais variados pregões: desde os adocicados e melodiosos brasileiros “Olhá bolinha” e “Oi, chamou, eu vou”, aos secos e austeros soprados de Leste “Buolos di beirlin”, até ao mais simpático, mediático e dietético “Bolinha santinha light”. À saida da praia, regressamos a casa com aquele eco a soar na cabeça e o travo ainda doce a bailar nas papilas, graças à abençoada bola. Para todos os gostos! Com creme ou sem creme: 1 euro.
Eis que um dia, chegamos, montamos a barraca e apercebemo-nos logo da falta de algo: não se ouvia no ar um único pregão. Estranhamos, interrogamo-nos, mas isso não fez com que as bolas aparecessem. Bem, aparentemente, a manhã avizinhava-se mais sossegada se não fossem logo, dai a pouco, os piriquitos, quais filhotes esfomeados no ninho à espera do cibo:
- Quero uma bola!
- Hoje não há bolas.
- Então quero um bollicao. (Pior! Isso implicava uma deslocação ao café da praia).
No dia seguinte, compro o DN e na última página ai estava a explicação: “Cerca de quatro mil bolas de Berlim impróprias para consumo foram apreendidas ontem em praias algarvias”. Uma operação conjunta levada a cabo por várias entidades “visava a venda ambulante ilegal deste tipo de bolo”.
Agora a interrogação tornara-se ainda maior. “Espera lá. Mas então a venda disto é ilegal? Então os moços andam com t-shirts da clix, bonés da clix, bolos embrulhados em guardanapos com o logotipo da clix a dizer-se patrocionador oficial das bolas de berlim no Verão de 2007 e isto é ilegal?” Estranho!
Lá fomos lendo e andando, voltamos a montar a barraca (forma de dizer) e já com bollicao’s no saco, isto porque, quem vai p’rá praia prepara-se em casa. Hum, mais uma manhã sossegada e uma calorias a menos p’ró bucho. Qual quê!
Como que combinados, todos à uma, irrompem pela praia fora os variados pregões a anunciar a bolinha e a cobiçar os ouvidos ansiosos e as vontades augadas pela ausência do dia anterior. Ia jurar que, nesse momento, se ouviu em uníssono, um longo e satisfeito “Ahhh!”.
No que é que ficamos? “Então os vendedores sempre estão ilegais! Claro. Não se nota pela forma como eles vigiam constantemente o topo das dunas? Mas continuam a vender e com todo o equipamento da clix!!Olha, não sei!”
Que haja controle alimentar sobre o produto: tudo bem. Que seja regulada a sua venda: tudo bem. Agora, que um operador nacional patrocine a venda de um produto que afinal é ilegal: sinceramente não percebo.
E pelo que vi e pelo que comi, o transporte, o acondicionamento e apresentação das bolas sempre me pareceu em boas condições. E pelos vistos a todos os veraneantes que as devoravam num ápice.
Enfim! Talvez mais uma hipocrisia das nossas entidades. E não só!

Curiosamente, após algumas pesquisas, há fontes que indicam a Bola de Berlim como um bolo tradicional da doçaria portuguesa. Que estranho!


monge

6.8.07

Olá!

Depois deste interregno, típico dum verão quente em que a vida corre devagar, acontecemos...

Gostava de vos falar do Krishnamurti: Escritor de origem indiana, desaparecido 21 anos, que deixou uma obra rica e edificante (tanto dum ponto de vista filosófico que espiritual) Este titulo foi o primeiro que descobri e confesso que foi para mim uma revelação. Não se reconhecendo em nenhuma corrente filosófica ou religiosa - aliás, nunca cessou de denunciar essas "drogas douradas" que são as religiões e as doutrinas politicas - é como livre pensador que ele aborda as questões filosóficas mais pertinentes e intemporais. Espírito livre portanto, fez da sua vida uma procura constante da verdade mesmo se a verdade, como ele dizia, não tem caminhos. Da sua vasta bibliografia, "a revolução do silêncio" e "libertar-se do conhecido" são apenas alguns exemplos, sugestivos e algo provocatórios, dum espírito "reaccionário" perante o politicamente correcto de cuja hegemonia, baseada em preconceitos, é urgente libertarmo-nos...

pacificamente,

eremita