6.7.07

COMO UM ROMANCE

Acabado de sair da mesinha de cabeceira, este título merece aqui destaque e desde já alego o 10º Direito, deixando-vos a vontade de o sublinhar como eu. E passo a citar alguns desses momentos:
"O verbo ler não suporta o imperativo.É evidente que se pode sempre tentar"
"O livro é sagrado, como é possível que haja quem não goste de ler?"
"A leitura é um acto de criação permanente."
"Nós somos lúcidos. Melhor, temos a paixão da lucidez."
" ... a vida manifesta-se pela erosão do nosso prazer."
"O livro está lido mas nós ainda lá estamos."
"... o prazer de ler estava ali à mão de semear, sequestrado nos sótãos adolescentes por um medo secreto: o medo (muito antigo) de não compreender."
"Poucos objectos suscitam, como o livro, um sentimento de propriedade absoluta."
"... essa satisfação imediata e exclusiva das nossas sensações ... "
"Por isso as razões que temos para ler são tão estranhas como as que temos para viver. E ninguém nos pede contas dessa intimidade."

Lógico que não poderia sublinhar tudo, e aliás, esse deveria ser o 11º Direito.

Os Direitos Inalienáveis do Leitor

1- O direito de não ler
2- O direito de saltar páginas
3- O direito de não acabar um livro
4- O direito de reler
5- O direito de ler não importa o quê
6- O direito de amar os “Heróis” dos romances
7- O direito de ler não importa onde
8- O direito de saltar de livro em livro
9- O direito de ler em voz alta
10- O direito de não falar do que se leu
PENNAC, Daniel, Como um Romance, Edições Asa, 13 ª Ed. , 2001.
monge

8 comentários:

avelaneiraflorida disse...

Vim aqui parar, andando por blogs amigos...
Gostei desta apresentação!Gostei das frases...

Voltarei!

Anónimo disse...

avelaneiraflorida deixou um novo comentário na sua mensagem "COMO UM ROMANCE":

Vim aqui parar, andando por blogs amigos...
Gostei desta apresentação!Gostei das frases...

Voltarei!

Rodrigo disse...

Oi, achei teu blog pelo google tá bem interessante gostei desse post. Quando der dá uma passada pelo meu blog, é sobre camisetas personalizadas, mostra passo a passo como criar uma camiseta personalizada bem maneira. Se você quiser linkar meu blog no seu eu ficaria agradecido, até mais e sucesso. (If you speak English can see the version in English of the Camiseta Personalizada. If he will be possible add my blog in your blogroll I thankful, bye friend).

Claudia Sousa Dias disse...

"Poucos objectos suscitam como o livro um sentimento de propriedade absoluta"...

Excepto para Luís Sepúlveda que doa constantemente livros seus (que possui aos milhares) a bibliotecas públicas, pelo simples gosto de partilhar.

Na entrevista que deu no Domingo à antena 2 relatou com especial satisfação um episódio a propósito dea doação de uma excelente tradução de "a Montanha Mágica" de Thomas Mann a uma biblioteca de uma pequena povoação perdida "no fim do mundo", isto é no estreito de magalhães - extremo sul do Chile - de apenas 400habitantes. Ao circular a notícia de que tinha sido LS a doar o livro, começaram a surgir requisiões em catadupa. Em poucas semanas já 20 pessoas tinham lido o livro!

Eu não consigo ser tão generosa. Até porque os meus livros estão todos sublinhados e cheios de notas a margem!

CSD

avelaneiraflorida disse...

Eu, pelo contrário, não consigo escrever nos meus livros!

Respeito-os demasiado!
mas, de alguns, sei precisamente as palavras, as frases, o sentir...

Um dia...os meus livros ficarão! Espero poder dar-lhe um bom destino!!! Partilhá-los com os meus amigos...por exemplo!!!!

Li Malheiro disse...

Olá. Que mil blogues floresçam para que a vida seja, cada vez mais, um lugar de liberdade individual que influencie colectivamente a germinação da palavra como fonte de conhecimento logo evolução.
A Evolução tem no seu génese a palavra, pois não é por acaso que as leis fundamentais sempre estiveram no livro.
O livro que foi feito com grafismos que modelaram os conceitos que o Homem conseguiu associar à palavra escrita.
E deu nisto, estamos aqui a trocar grafismos para nos entendermos. Viva pois a leitura.
Um abraço.
Li Malheiro

monge e eremita disse...

Todos concordamos que o prazer de ler é imenso, agora o tipo de relação que mantemos com os nossos livros, cabe a cada um escolher de que maneira, melhor se pode apropriar daquilo que lê. Quanto a mim, todos os meus livros têm o meu nome, o local onde os compro e a respectiva data (quando são oferta, estes dados também constam), além de passagens sublinhadas. A mudança de residência recente obrigou-me a encaixotar todos os meus livros e que vão aguardando pacientemente no sótão, sem a luz dos olhos para os poder arejar. Entretanto, a tarefa de "desencaixotamento" para (agora) uma catalogação mais séria, está a revelar-se demorada mas deliciosa, porque além de retirar os dados essenciais à identificação de cada título, perco-me na leitura de alguns sublinhados que, porventura sei que foram feitos noutros tempos, com outras idades e com os sentimentos. Mas mesmo assim sabe bem!
monge

Li Malheiro disse...

Olá.
"Quando as ideias falham, as palavras dão muito jeito",
Johann Wolfgang von Goethe. 1749-1832.
Vi, no Escrito na Pedra, e achei tão actual que o partilho, com a respectiva vénia ao Público.
Um abraço.
Li malheiro