17.7.07

A Memória das Pedras



A vida é um lugar estranho.

Não é assim tão complicado
nem difícil de perceber.
Seria bom atravessarmos o futuro
e deitarmo-nos ao comprido
nas memórias do passado.
No entanto, a sede de viver
é tanta, e tanta, assim
como a força de seguir
os caminhos em movimento.
E seguindo sempre
o mesmo sentido,
deixamos crescer no peito
a vontade de inventar
maneiras de ser feliz.
De repente, a vida acontece
e pouco importa o que parece.

monge

Obs: Por lapso, não assinei esta foto. As fotos a editar, posteriormente, nesta rúbrica, foram na sua maioria, recolhidas ao perscurtar as paredes da minha aldeia.

4 comentários:

avelaneiraflorida disse...

Amigo monge,

a vida é sábia...sabe os caminhos antes que nós os palmilhemos!!!
Sabe onde encontramos as aldrabas de portas onde bater...
Somos nós, as mais das vezes, que optamos por veredas...por outros trilhos...por sentar e ficar ali...

E mesmmo que "no peito" a VONTADE cresça...nem sempre temos coragem de pegar no bordão de caminhante e seguir...

Um BOM DIA!!!!

monge e eremita disse...

olá avelaneiraflorida

Amiga, depreendo no teu comentário palavras susceptíveis de provocar inúmeras e saudáveis discussões sobre este nosso destino que é o caminho da vida ... mas com paz e sabedoria é possível enfrentar os desafios quotidianos, quanto mais não seja, por uma questão de inevitabilidade. Retirado de algum pensamento marginal vem-me agora de repente à ideia que ... se não pedimos para nascer e ninguém tem vontade de morrer, então temos que aproveitar esse intervalo.
Do bordão, falaremos mais adiante.

bj monge

avelaneiraflorida disse...

monge,

de facto uma boa conversa é sempre bem vinda...

até porque ajuda a percorrer o caminho...

Bjks

monge e eremita disse...

"A vida é um lugar estranho"?
Então é porque ainda a não percorremos (ou andamos com a candeia às avessas! - "a experiência é uma candeia que trazemos atràs das costas, que so ilunina o caminho percorrido" - então, basta virarmo-nos, e projectar o futuro no passado. Como quando viajamos de comboio, por exemplo, sentados de costas. Pessoalmente é o lugar que prefiro, junto à janela. Assim, de costas para o "destino" (refém do acaso mas livre (a anticipação é uma forma de preconceito)o futuro desfila atràs da vidraça, e desaparece à nossa frente, como um cavalo à solta saido do banco de tràs! O tempo viaja no sentido contràrio (tirou bilhete de volta simples!) Um filme rebobinado a alta velocidade. O futuro jà não é o que hà-de vir mas o que passa e à medida que se afasta, aumenta o presente que se dilata até ao limite da nossa imaginação. O futuro é o que acontece e o passado torna-se assim numa ficção. Uma maneiar bem simples de viajar no tempo!...

Aquele abraço, peregrino...