
" Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes".
lugar de encontro de emoções: vividas, sentidas ou simplesmente imaginadas
Por entre a multidão,
desamarro a vontade de partir.
Fico imóvel e calado
num silêncio escancarado.
Não tenho medo!
Paraliso amor e ódio
e encontro-me espalhado,
indistinto,
numa imagem desconhecida.
Aguardo com pressa a lembrança.
Numa janela interior,
encostado à distância,
aprisiono o tempo e a idade.
Escuto tantos sussurros!
Caminhares suaves,
recordados no regresso
e já visitados pelo esquecimento.
De cada vez que me lembro, todas as outras teimam em vir também.
Torna-se numa espera alegre, uma soma envelhecida e enganada pelo tempo.
Ocorrem-me longos caminhos, recantos esquecidos, de repente enreabertos e subitamente familiares.
Por definitivo, sigo com agitação o destino e se não o encontrar na borda do tempo, outras solidões continuarão a espreitar a claridade.
A título de crónica de um post anunciado, o mesmo companheiro também me enviou este vídeo
Qualquer relação da imagem com aquilo que quero tentar dizer, só se justifica pelo facto de ser uma das máximas que me dão força e coragem: temos que enfrentar o touro pelos cornos! Sempre! Jamais viro as costas à vida e dessa maneira não lhe tenho medo nenhum. E a talho de bandarilha, aproveito para dizer que sou, desde sempre e de raíz, contra as touradas. Mas adiante!
Serve este momento para homenagear um grande e bom amigo. Novo quanto eu; com bons momentos comuns já vividos, viu-se (e vê-se) às costas com um grave problema oncológico que teima em lhe proporcionar horas desagradáveis de químio e de rádio quinzenalmente nos serviços do IPO. Consciente de todo o seu sofrimento, acabo (quase) sempre por concluir que poderia dizer ou fazer algo mais que o pudesse reconfortar. Qual quê!!! A sua determinação, a sua vontade de viver, a sua coragem de lutar é tal que, agradável e resignadamente reduzo-me a concluir que sou beneficiário seu enorme contágio.
Então, após um bom repasto entre amigos, em que ele se preparou para um novo embate de amanhã, trouxe-me a casa e disse-me que tinha recebido uma mensagem "que poderias pôr no teu blog".
É que nem é tarde nem é cedo:
"Tal como as árvores mudam de cor ao longo do ano, assim mudam também as cores da vida. Nem sempre são cores garridas, muitas vezes predominam os tons escuros. Mas o tronco aguenta, as raízes são fortes, o solo é quente e o céu está ao alcance da mão".
Coragem companheiro!
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Foi na minha escola, que se procedeu ao encerramento de mais um projecto Comenius com a presença de delegações de outros países: Espanha, Chipre, Grécia, Bélgica, Dinamarca. As actividades terminaram no dia 07, em que, nós, encarregados de educação da turma que participou activamente no projecto, planificamos esta actividade.
Começamos por visitar o Museu do Douro, onde se pode ver o notável trabalho e a dedicação que o Barão de Forrester dedicou è região do Douro durante 30 anos. Além de ter sido a primeira pessoa a tentar cartografar a região demarcada, investiu fortemente em tecnologia e conhecimentos para o desenvolvimento da vinha. E mais ainda: pintava primorosamente.
Aparentemente só!
Numa noite grande,
as noites tornam-se aparentemente sós.
Todos os percursos se difundem
sem momentos vazios.
Os sons circundantes
são vozes alheias
cheias de outros murmúrios,
também vazios de intenção.
Nem sempre percebo todas as palavras,
mas todas elas me fazem pensar.
monge
A consciência é um maçada.
É um aborrecimento como o ladrar de um cão.
Não a crendo, que mal nos pode causar?
Não a tendo, sentimo-la como força,
paraíso estendido à nossa frente
liberto das velhas contradições do mundo,
sem restrições.
Se recomeçarmos,
talvez se crie outro exemplo de humanidade,
e aí, seremos pioneiros na terra,
sem medos e com muita esperança.
A esperança não faz desaparecer a vontade.
Concerto de homenagem a George Harrison, dois anos após a sua morte, onde podemos ver, além do seu filho (semelhantíssimo), Eric Clapton, Paul McCartney, Ringo Star, Phill Collins, Tom Petty, Billy Preston(vocals), Peter Frampton e outros.
Numa ceia de Natal última, a minha conviva da direita (e porque de alguma coisa tem que se falar) desabafou muito alegremente que andava numa "fase" espiritual e que isso, lhe vinha dando momentos inexplicavelmente genuinos e agradáveis. E desde ai, essa ideia teima em fazer parte dos meus passos diários. Então, comecei a acreditar que, também eu me posso espiritualizar, pondo todos os meus sentidos à procura.
Vou inventar divindades e devotar o princípio de todas as vontades, nem que seja ... a um deus desconhecido.