6.8.09

a modos d'IMPERATIVO


" Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes".

15 comentários:

Anónimo disse...

Gosto muito desta tirada literária de Fernando Pessoa!
Mas pergunto(que eu ando muito céptica neste momento): chega ser todo em cada coisa e pôr tudo quanto somos no mínimo que fazemos?

Ana Patrícia disse...

Também gosto...Porém, confesso que este "mote" poderá trazer aspirações demasiadamente "ambiciosas" às pessoas. Senão reparemos, "sê todo em cada coisa, põe quanto és no mínimo que fazes." De uma inspiração fantástica e capaz de fazer tremer os corações mais ansiosos de generosidade e bondade. No entanto, este pequeno imperativo também nos diz, indirectamente, que dentro deste ser todo em cada coisa mínima que se faça, implica obrigatoriamente englobar os limites humanos. Logo, por mais que sejamos e façamos, às vezes não chega ser...nem sempre as coisas vão até onde queríamos...não somos perfeitos!Falta sempre aquele bocadinho de infinito que às vezes não percebo muito bem, a mim falta! Mas pronto, a vida é mesmo assim!Para terminar, uma frase de António Alçada Baptista, com quem tenho aprendido algumas realidades: " Encontrar a harmonia que está contida nos nossos inevitáveis limites é talvez a maneira mais segura de sairmos da angústia que nos provoca impotência perante os nossos intransponíveis limites e isso começa pelo conhecimento de nós próprios e pela nossa própria aceitação."
Abraço

Ana Patrícia disse...

Ah, faltou dizer que apesar de tudo, vale sempre a pena ser todo em cada coisa que se faça!

sonho disse...

Devemos sempre darmos por inteiro...em tudo o que fazemos por prazer...:)
Beijo de um anjo

Anónimo disse...

olá anónima,

se fores toda em cada coisa e puseres tudo quanto és naquilo que fazes, não estou a ver deixares-te de fora. Teremos sempre que ser inteiramente nós.

Anónimo disse...

olá ana patrícia,

estás implicada de tal forma que, mesmo que não saibas o tempo da conjugação verbal, vais ter sempre de tomar decisões, e, curiosamente, este pode ser um bom conselho. Aproveitemos!

Anónimo disse...

olá sonho,

é isso mesmo, nunca devemos deixar as coisas pela metade. Devemos afoitarmo-nos nas águas turbolentas do rio, em vez de ficarmos especados na margem.

Beijo pr'a um anjo

Ana Patrícia disse...

Sim, curiosamente... :)

duarte disse...

E A MIM QUE ME APETECE TUDO?
DEVER-ME-HEI DIVIDIR E SER PARTE DE MIM MESMO, NESSE TODO?
ABRAÇO DO VALE

monge disse...

ó meu amigo Duarte

receio que não te reste outra solução e também quero crer que fá-lo-ás de certeza

abraço pr'ó vale

Ni disse...

Ser é o mínimo e o máximo do que podemos dar...
Dar-nos é todo o gesto que limita a vida.

Bjinhos

Anónimo disse...

quem és tu, máscara de monge tramontano? tira.me e ficarás livre da dualidade que te ofusca.

hipocriticamente
o teu outro

[Priscila Azeredo] disse...

Essa foi a frase do (meu) dia! Beijos!

[Priscila Azeredo] disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
at ento disse...

Olá.
Passamos para deixar os votos de Boas Festas.
Esperamos que o Ano Novo traga novidades.
Cá estaremos para as ver.
Saudações com a nossa verde amizade. At Ento