25.4.12

Para sempre Abril


"Sei que não foi graças a mim
Agradeço a quem o fez
Eu vivo em liberdade
Para sempre ... talvez."

Rachel Andrade

Valeu a colega Odete que me ofereceu este cravo, ao qual vinha apensa esta quadra da aluna Rachel. À falta de outros, coloquei-o no tablier do carro onde permaneceu ao longo de toda a jornada.
Ainda bem que a Rachel tem na sua consciência a gratidão para com aqueles que lhe permitem viver agora em liberdade. Só espero que não se perca a vontade e a coragem para que consigamos que ela e todos os outros possam viver em liberdade para sempre ... sem talvez.

monge

5 comentários:

Li Malheiro disse...

É lindo de ver
em palavra escrita
o que gosto de dizer
que a nossa dita
é muito mais humana
depois de um certo Abril
....
e depois vieram os "cavacos" com os seus apaniguados e construíram bancos que deram muito lucro...sabem de quem estou a falar?!
...Que agora ninguém feche
as portas que Abril abriu...
podemos pois dizer: que os pariu seria séria mas deixou os "pintelhos" dos catrogas ao ventos e isso é desumano...
Li Malheiro

monge disse...

Pois é mueu amigo, essa "pintelheira" toda é que está a atravancar isto tudo, mas a revolução já sabes onde se faz, não é? Mas as pessoas continuam a apostar sempre nos mesmos cavalos ... Mas seja quem for, jamais alguém consiguirá cerrar as portas que Abril abriu. Como diria o outro camelóide ... Jamais!

Abraço

Joaquim Jorge Carvalho disse...

Aquela palavra "talvez", no final da quadra, é uma pedrade de altíssimo valor, poético. Cravo, digamos assim, com espinhos. Beijinho à aluna (que não conheço) e a todos os professores que não se esquecem do maiúsculo Abril. JJC

Joaquim Jorge Carvalho disse...

Queria dizer "quadra", naturalmente.

monge disse...

Amigo JJC

agrada-me ver que há professores que mantem vivo o maiúsculo Abril e para isso, nada melhor que transmiti-lo dessa maneira aos seus alunos que, pelos vistos, vão percebendo o seu significado.

Abraço